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Por que China escolhe caminho com Rússia no desbravamento do Ártico?

© AP Photo / David GoldmanPássaros voando na região do arquipélago Ártico Canadense
Pássaros voando na região do arquipélago Ártico Canadense - Sputnik Brasil
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No dia 26 de janeiro, o governo chinês publicou o primeiro Livro Branco sobre a política da China no Ártico, declarando sua intenção, "juntamente com outros Estados", de criar caminhos marítimos na região do Ártico no âmbito da iniciativa Rota da Seda Polar.

Soldado russo no Ártico - Sputnik Brasil
É assim que infantaria naval russa se treina no Ártico (VÍDEO)
O interesse da China na rota marítima em questão pode ser explicado através da desestabilidade de outros caminhos marítimos, especialmente em termos de segurança. Além disso, há pouquíssimas rotas.

A rota básica pelo canal de Suez e mar Mediterrâneo está sobrecarregada. Além do mais, o Oriente Médio é uma zona instável. No fim das contas, ninguém sabe como vão se comportar os países árabes, o que é um risco grande.

Outro potencial caminho percorre América Central, entrando, aqui, o canal do Panamá ou hipotético canal da Nicarágua. Mas a utilização destes trajetos é somente vantajosa no comércio com o continente americano.

Consecutivamente, restam duas vias polares que são genuinamente estratégicas. Há Passagem do Noroeste (Northwest Passage, em inglês), que possui alguns problemas. Por exemplo, o Canadá acredita que esta via passa por suas águas territoriais. Outro aspecto a ser levado em consideração são os Estados Unidos: ninguém quer pegar um caminho comercial que seja controlado por um concorrente estratégico.

Bonecos de neve com a bandeira da China alinhados em uma área de segurança próxima à praça Tiananmen, em Pequim, na China. Domingo, 22 de novembro de 2015. - Sputnik Brasil
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A outra via é a Rota da Seda Polar. Se analisarmos os interesses russos, os chineses são "compradores de serviços" permanentes, da frota de quebra-gelo até transbordo portuário. Na Rota Marítima do Norte estarão interessados os japoneses, coreanos, e vietnamitas, bem como os países da União Europeia. Mas a China será o principal "atacadista do trânsito".

Além do trânsito, a China tem interesse na exploração dos recursos naturais do Ártico, e a Rússia procura desenvolver infraestrutura na região. Não é por acaso que a Rússia vem investindo na área militar na região, pois é necessário proteger suas riquezas. O dinheiro chinês e suas tecnologias também encontrarão aplicação na Rota Marítima do Norte.

Por isso, tanto a Rússia como a China veem a necessidade de cooperar na exploração da região. Boa vizinhança e interesses comuns são melhores formas de fortalecer a cooperação além do Ártico.

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