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Líder oposicionista russo Navalny é detido durante protesto não sancionado

© Sputnik / Yevgeny Odinokov / Abrir o banco de imagensParticipante de um protesto não sancionado em apoio a Aleksei Navalny, em Moscou, em 28 de janeiro de 2018
Participante de um protesto não sancionado em apoio a Aleksei Navalny, em Moscou, em 28 de janeiro de 2018 - Sputnik Brasil
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Hoje (28), na capital russa, bem como em várias outras regiões, decorrem protestos em prol do boicote às presidenciais russas em 18 de março de 2018 na sequência dos apelos do opositor russo, Aleksei Navalny, que teve sua candidatura refutada em dezembro devido ao cumprimento de pena suspensa por um processo judiciário referente a fraude econômica.

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Comunica-se que o próprio Navalny, que apelou aos cidadãos por todo o país para saírem às ruas em 28 de janeiro, após receber a recusa na Comissão Eleitoral Central, foi detido no centro de Moscou, na rua Tverskaya.

De acordo com a assessoria de imprensa da Direção Central do Ministério do Interior da Rússia para a região de Moscou, o político foi detido por ter organizado e participado de um protesto não sancionado, ou seja, violado a ordem de preparação de tal tipo de eventos públicos.

Vale ressaltar que em muitas cidades, como, por exemplo, Kazan, Nizhny Novgorod, Rostov-no-Don, Krasnodar, Sochi, Chelyabinsk, Ekaterinburgo, Yaroslavl, Perm e outras, as manifestações foram autorizadas pelas autoridades locais com antecedência e estão decorrendo sem incidentes. Já em São Petersburgo, Moscou, Murmansk, Kaliningrad, Vladivostok e várias outras cidades os organizadores recusaram usar os percursos propostos pelas autoridades e saíram para manifestações de protesto não sancionadas.

Quanto a Moscou, a procuradoria de Moscou tem por várias vezes avisado o líder oposicionista para não organizar um protesto não autorizado. O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, advertiu que as manifestações não sancionadas "teriam certas consequências do ponto de vista jurídico".

As forças de segurança russas, por sua vez, prometeram agir com cautela, mas firmemente, caso haja provocações. Por enquanto, se informa sobre 15 detidos em Moscou e 180 por todo o país. A polícia de Moscou assinala que cerca de 1.000 pessoas continuam protestando nas ruas da capital.

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