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Deputado ucraniano conta como Kiev poderia 'ter salvo' Crimeia em 2014

© AFP 2021 / Max VetrovPessoas balançam bandeiras russas durante celebração do 3º aniversário da Crimeia como parte do território russo, Sevastopol (foto de arquivo)
Pessoas balançam bandeiras russas durante celebração do 3º aniversário da Crimeia como parte do território russo, Sevastopol (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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As autoridades ucranianas tinham considerado a hipótese de delegar amplos poderes à Crimeia, bem como regressar à Constituição de 1992, antes da península se reintegrar na Rússia, revelou um dos deputados da Suprema Rada.

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"Eu visitei [o então presidente interino da Ucrânia] Turchinov e disse que era preciso convocar imediatamente a Suprema Rada, delegar à Crimeia quaisquer poderes, aprovar em primeira leitura e regressar à Constituição de 1992, pois o poder após o Maidan estava fraco, era preciso ganhar tempo e neutralizar o referendo. Ou seja, dar à Crimeia tudo, exceto a soberania, e ganhar tempo. […] Entretanto, me responderam que tudo isso era bom, mas que esses eram trunfos para as conversações com a Rússia", disse o deputado e ex-representante da presidência ucraniana na Crimeia, Sergei Kunitsyn, ao canal 112.

De acordo com o político, as autoridades ucranianas se atrasaram "em uma semana", pois não conseguiram escolher um responsável pela solução do problema crimeano.

Em conformidade com a Constituição de 1992, a República da Crimeia era um Estado que fazia parte da Ucrânia, enquanto as relações entre as partes se regulavam com base em tratados e acordos.

No seu território, a república exercia todos os seus poderes, exceto os que tinha delegado voluntariamente à Ucrânia. A língua oficial, bem como a usada nos processos jurídicos, era a russa. Ademais, a República da Crimeia tinha a capacidade de construir relações bilaterais independentes com outros Estados.

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Em março de 1995, a Suprema Rada da Ucrânia cancelou a Constituição de 1992, eliminando o posto de Presidente da Crimeia. Mas tarde, foi adotada a lei "Sobre a Constituição da República Autônoma da Crimeia", de acordo com a qual a península se tornou uma república autônoma dentro do Estado ucraniano.

A península se reintegrou na Rússia após um referendo que decorreu lá em março de 2014. Na sequência da votação, 96,77% dos eleitores da República da Crimeia e 95,6% dos residentes da cidade de Sevastopol se manifestaram pela reunificação com a Rússia. O pleito teve lugar após o golpe de Estado na Ucrânia.

Moscou tem por várias vezes afirmado que os moradores da Crimeia optaram pela reintegração na Rússia em toda a conformidade com os princípios democráticos e o direito internacional. De acordo com o presidente russo, Vladimir Putin, a questão da Crimeia "é um assunto encerrado".

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