Vice-secretário ou assessor adjunto: conheça funcionário dos EUA que intimidava os Bálcãs

© AP Photo / Darko VojinovicHoyt Brian Yee, ex-assessor adjundo do secretário de Defesa dos EUA
Hoyt Brian Yee, ex-assessor adjundo do secretário de Defesa dos EUA - Sputnik Brasil
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Hoyt Brian Yee, assessor adjunto do secretário de Estado dos EUA, que era considerado uma voz "de fora" e intimidava os Bálcãs, deixou o posto e teria sido nomeado embaixador em um país da região. Especialistas falaram para a Sputnik por que ele tomou tal decisão e que papel desempenhou nos Bálcãs.

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Comentando a notícia, Milorad Dodik, presidente da entidade política da Bósnia e Herzegovina, a República Sérvia, afirmou que a posição de Hoyt Brian Yee relativamente aos Bálcãs não tinha nada a ver com a política da atual administração norte-americana, por isso ele perdeu a confiança e teria mentido que abandonou ele mesmo o cargo no Departamento de Estado.

A política de Hoyt Brian Yee quanto aos Bálcãs, acredita o historiador Aleksandar Rakovic, era destruidora: em vez de fazer destes seus aliados, os EUA os estavam tornando em oponentes, com Yee seguindo uma posição de força.

Segundo o especialista, Yee não será nomeado embaixador em um dos países da região. Ele se tornou a segunda pessoa destituída que "participou do envolvimento de Montenegro na OTAN (antes o mesmo acontecera com o ex-assessor adjunto do secretário de Defesa norte-americano, Michael Carpenter).

"Hoyt Yee […] aproveitou o vazio e começou a promover uma política pró-Clinton, mas agora, devido às mudanças na estratégia externa, sua presença no Departamento de Estado acabou sendo indesejável", explicou, acrescentando que talvez por essa razão ele tenha pedido a demissão, mas ainda não está claro se ele saiu ou foi obrigado a sair.

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Em entrevista à Sputnik Sérvia, o analista político Obrad Kesic opinou que o fato de Hoyt Yee não ter sido nomeado embaixador até agora talvez seja um castigo por ele ter seguido uma política que não correspondia aos interesses de Trump.

Porém, lembra que o ex-assessor desfrutava do apoio do Congresso, cuja visão da política externa difere muito da de Trump. Pode-se esperar, então, que ele seja indicado embaixador, ou em Atenas ou em um país asiático.

"Yee se comportava nos Bálcãs do modo como as autoridades locais lhe permitiam: ele era recebido como vice-secretário de Estado dos EUA, embora sua posição na hierarquia da administração americana não fosse tão alta quanto ele desejasse", disse Kesic.

Realizando a política de Barack Obama e George Bush (ex-presidentes dos EUA), Yee seguia uma abordagem unilateral, enquanto Trump prometeu uma estratégia totalmente diferente.

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