China convida América Latina e Caribe para Nova Rota da Seda

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Pequim convidou a América Latina e o Caribe para fazer parte de seu bloco econômico, a iniciativa chamada de "Nova Rota da Seda". A oferta foi feita nesta segunda-feira (22) pelo ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante reunião com a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).

Com a retração da influência global dos Estados Unidos com a presidência de Donald Trump, Pequim busca ocupar os espaços deixados por Washington.

"A China sempre estará comprometida com o caminho do desenvolvimento pacífico e com a estratégia de ganha-ganha de abertura e está pronta para compartilhar dividendos de desenvolvimento com todos os países", disse Wang em reunião com os 33 países da CELAC.

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Criado em 2011 na Venezuela, a CELAC não inclui os Estados Unidos e o Canadá.

O bloco latino e a China assinaram uma espécie de acordo de princípios que rejeita o "unilateralismo" e fala sobre a importância de combater a mudança climática.

A Nova Rota da Seda foi proposta pelo presidente chinês Xi Jinping em 2013 e busca fortalecer os laços econômicos entre Ásia, África e Europa com investimento de bilhões de dólares em infraestrutura.

O chanceler chinês discursou sobre a importância de melhorar a conectividade entra mar e terra e citou a necessidade de construir conjuntamente "logística, eletricidade e percursos de informação".

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O ministro das Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz, que já criticou publicamente Trump, afirmou que o acordo marcou uma nova era "histórica" ​​de diálogo entre a região e a China.

"A China disse algo que é muito importante, que quer ser nosso parceiro confiável na América Latina e no Caribe e valorizamos isso", afirmou Muñoz. "Este encontro representa um repúdio categórico ao protecionismo e ao unilateralismo".

Pequim tenta seduzir a América Latina com um investimento de US$ 250 bilhões em infraestrutura na próxima década. Além disso, a China já é o principal parceiro comercial de Brasil, Argentina e Chile.

O chanceler chinês, entretanto, nega que esteja em curso uma competição por influência.

"Não tem nada a ver com concorrência geopolítica. Segue o princípio de alcançar o crescimento compartilhado através da discussão e colaboração", disse Wang.

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"Nossas relações com a China são amplas. Isto [reunão entre CELAC e China] é mais uma ferramenta para o Brasil trabalhar com a China. Juntos, identificamos novas áreas de cooperação", afirmou o vice-chanceler do Brasil, Marcos Galvão.

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