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Investigação sobre atropelamento indica homicídio culposo, diz delegado

© AP Photo / Silvia IzquierdoMultidão olhe para o local do acidente de 18 de janeiro de 2018, quando um motorista atropelou multidão na praia de Copacabana
Multidão olhe para o local do acidente de 18 de janeiro de 2018, quando um motorista atropelou multidão na praia de Copacabana - Sputnik Brasil
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O delegado da 12ª Delegacia de Polícia Gabriel Ferrando afirmou nesta sexta-feira que a principal linha de investigação sobre o atropelamento de 17 pessoas na Praia de Copacabana, na noite desta quinta-feira é a de que o motorista Antônio de Almeida Anaquim teve um ataque epilético antes do acidente.

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"Ele narra que teria tido uma espécie de disritmia, decorrente do problema epilético. Segundo ele, essa disritmia causa nele um apagão", disse o delegado. "Esse apagão, segundo ele, teria ocasionado a perda de consciência temporária no momento em que estava conduzindo o veículo".

Até o momento, a avaliação do delegado é de que o crime foi um homicídio culposo, em que não há intenção de matar, e que o suspeito deve responder em liberdade.

No entanto, o delegado afirmou que nenhuma hipótese está descartada. O delegado justificou dizendo que não há como indiciar o motorista por homicídio doloso, quando há intenção de matar, nem por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

"Trabalhar com a hipótese, com os elementos que eu tenho no momento, de que ele tinha a intenção ou assumiu o risco, eu acho temeroso", completou.

Até o momento os exames iniciais não apontaram ingestão de álcool e outras substâncias. Testemunhas estão sendo ouvidas na tentativa de esclarecer o caso, incluindo uma mulher que estava no carro no momento do atropelamento. Segundo o delegado, ela corrobora a versão de que houve um ataque epilético.

"A testemunha narra que ele estava dirigindo, e ela foi surpreendida com a paralisia dele. Ele teria tido um apagão enrijecido", conta o delegado.

Um bebê de oito meses morreu e 16 pessoas ficaram feridas no atropelamento. O motorista responderá pelo homicídio do bebê e lesão corporal das outras pessoas. Segundo o Departamento de Trânsito (Detran), Antonio de Almeida Anaquim estava com a habilitação suspensa desde maio de 2014. As informações são da Agência Brasil.

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