O que está por trás de 'intercepções' dos aviões russos por parte da OTAN?

© AP Photo / Força Aérea RealDois bombardeiros de longo alcance russos Tu-160 são acompanhados por avião RAF Typhoon (à esquerda)
Dois bombardeiros de longo alcance russos Tu-160 são acompanhados por avião RAF Typhoon (à esquerda) - Sputnik Brasil
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Os países membros da OTAN utilizaram abertamente o termo "intercepção" para parecerem heróis, enquanto seus aviões escoltam as aeronaves russas no espaço aéreo internacional, opina o especialista militar russo, Viktor Baranets.

Os caças Typhoon da Força Aérea britânica decolaram da base aérea Lossiemouth na Escócia por causa do sinal recebido supostamente dos aviões russos, comunicaram no Ministério da Defesa britânico.

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"Os caças partiram hoje de manhã, é uma operação em tempo real, por isso não conseguiremos dar mais informação até o fim da missão", declarou à Sputnik o porta-voz no Ministério.

Segundo as mídias, as Forças Aéreas belgas também acompanhavam os "aviões russos". A edição Soir com referência a uma fonte anônima militar, comunicou que para sua escolta sobre o mar do Norte decolaram dois aviões F-16.

"A intercepção aconteceu na zona holandesa de responsabilidade do espaço aéreo da OTAN", diz-se no comunicado do Ministério da Defesa da Bélgica onde se nota que os aviões belgas "escoltaram os russos até que a missão fosse entregue aos aviões britânicos das Forças Aéreas Reais."

Segundo nota a edição, desde a semana passada a Bélgica, alterando com a Holanda, é responsável pela segurança do espaço aéreo dos países da Benelux. A reação imediata implica na decolagem dentro de dois minutos de dois aviões F-16 em caso de aparecimento de aviões não identificados ou aeronaves com as quais foi perdida a comunicação.

Com isso, o Ministério da Defesa russo várias vezes sublinhou que todos os aviões e navios russos se deslocam de acordo com a lei internacional.

Um dos maiores submarinos nucleares russos construídos ainda na época da União Soviética é o Typhoon (Akula), que continua a ser o maior do mundo com cerca de 25.000 toneladas métricas (27.500 toneladas). Visto de frente no Mar de Barents, Ártico russo, nesta fotografia de setembro de 2001 - Sputnik Brasil
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Na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o coronel aposentado, Viktor Baranets, notou que a OTAN frequentemente sem fundamentos usa o termo "intercepção" em relação à aviação russa:

"Quanto aos voos dos aviões belgas e britânicos, eles dizem 'intercepção', isso é um reflexo da psicose tradicional da OTAN. A intercepção é uma manobra especial, com ajuda da qual o avião é obrigado a aterrissar no aeródromo necessário. Não vemos nada disso. Uma incompetência total o uso da palavra 'intercepção', reveste-se de um caráter heroico, embora se trate de trabalhos rotineiros da aviação da OTAN."

Baranets também adicionou que esta aviação não intercepta os aviões russos. As aeronaves belgas e britânicas voaram para identificação dos aviões russos que ficavam no espaço internacional. Após reconhecer os números dos aviões, foram embora.

O especialista acredita que a OTAN considera tais voos como ameaça militar para "alfinetar" a Rússia de algum modo. Mas os aviões russos voam em plena conformidade com a lei internacional e não apresentam nenhuma ameaça, concluiu Baranets.

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