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Exército russo receberá minas 'inteligentes' capazes de espiar tanques inimigos

© AFP 2021 / VANO SHLAMOVVeículos de combate de infantaria Bradley e tanques M1A2 Abrams norte-americanos durante os exercícios conjuntos georgiano-americanos (foto de arquivo)
Veículos de combate de infantaria Bradley e tanques M1A2 Abrams norte-americanos durante os exercícios conjuntos georgiano-americanos (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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O exército russo receberá em breve uma nova geração de minas antitanque, as PTKM-1R, informou o jornal Izvestia.

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Esta munição de alta tecnologia é capaz de "voar" vários metros acima do solo e graças a seus sensores de calor, localizar e destruir alvos situados a uma distância de entre 120 e 250 metros, segundo o Izvestia.

A mina PTKM-1R é um cilindro do tamanho de um extintor, de uns 20 quilogramas de peso, equipado com sensores sísmico e térmico.

Ao detectar um tanque inimigo, esta "mina inteligente" se inclina ligeiramente em sua direção e se eleva do solo a vários metros de altura. Guiada através de uma câmara de infravermelhos, que reage ao calor do motor do tanque inimigo, alcança seu alvo a partir de cima, atingindo a torre do veículo.

A PTKM-1R pode resistir no terreno até 10 dias com temperaturas entre 40°C negativos e 30°C positivos. Acabado este prazo, a mina se autodestrói para não ser ameaça para a população civil.

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O especialista militar Aleksei Leonkov afirmou ao Izvestia que a Rússia continua a tendência mundial neste campo. Na sua opinião, os sistemas de proteção dos tanques são cada vez mais "perfeitos", os tornando "quase invulneráveis em sua parte frontal". Por isso, os construtores vêm desenvolvendo armas antitanque dirigidas contra as áreas menos protegidas: a parte superior da torre e a seção do motor.

Segundo o especialista, tais minas vão facilitar o trabalho dos sapadores. Graças a seu raio de ação, basta um pequeno número de minas para minar uma grande extensão de terreno.

"Um grupo de militares com uma dezena de tais armas pode proteger rapidamente uma significativa seção da frente", explicou.

Além disso, Leonkov afirma que o equipamento para desativar este tipo de minas é "ineficiente" porque estas operam à distância.

No futuro próximo, estas minas poderão ser juntadas em rede e transmitir dados sobre a quantidade, velocidade e direção dos alvos encontrados, concluiu o especialista.

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