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Comediante britânica lança iniciativa polêmica: o 'Museu da Vagina'

© file photo/handoutLogótipo do Museu da Vagina
Logótipo do Museu da Vagina - Sputnik Brasil
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Enquanto a Islândia se gaba de ter o primeiro museu do mundo dedicado ao pênis, uma cidade costeira no Reino Unido, Brighton, se prepara para acolher o primeiro museu criado para homenagear uma das partes mais simbólicas do corpo humano: a vagina.

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Florence Schechter, que se considera como "divulgadora de ciência" e comediante, está promovendo a ideia de abrir um museu dedicado à vagina, iniciativa que tem tido um amplo e imediato apoio.

Claro que as primeiras reações foram de riso, inclusive durante um show do famoso apresentador estadunidense Conan O'Brien, que gracejou que o museu será um lugar "aonde os visitantes vão entrar após passar uma zona de presentes".

Outros indicaram que a porta de entrada deve ter uma maçaneta grande e evidente para os homens visitantes que não querem ou não conseguem "encontrar a campainha".

Porém, as piadas são apenas uma parte de um novo movimento para desmistificar este órgão do corpo humano que, devido à ignorância deliberada e medo cultural desnecessário, resultou em misoginia ou até em genocídio de gênero, como asseguram alguns ativistas.

"O mundo possui uma necessidade absoluta de abrir um museu da vagina", afirmou Florence Schechter, citada pelo jornal Jerusalem Post.

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Além de imagens bem prosaicas com detalhes anatômicos para esclarecer o que é a vagina e como ela funciona, no museu haverá aparelhos de instrução interativos sobre a gravidez e parto, bem como sobre a contracepção.

Vale ressaltar que a iniciativa visa igualmente combater as crenças populares enraizadas em diferentes culturas sobre a vagina, por exemplo, as ligadas à mutilação genital feminina, tradição bárbara que persiste até hoje em algumas comunidades muçulmanas.

"Eu quero que o museu seja um dos fatores para combater isso", enfatizou a ativista britânica.

Ela adiantou que seriam também abordados tais temas como o tráfico sexual, assédio sexual, direitos das pessoas homossexuais e campanhas de intimidação na Internet, coisas que para muitos, no século XXI, já deveriam pertencer ao passado.

Entretanto, o humor não se descarta por completo, ainda que em doses moderadas: o café do museu vai propor, por exemplo, bolos em forma de vulvas.

O projeto, que ainda está em fase de planejamento, ganhou bastante atenção e propostas de doações, estando a sua planejada para 2020.

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