Macron exalta grandeza da França e pede que franceses não se subestimem

© REUTERS / Gonzalo FuentesO presidente francês, Emmanuel Macron
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O presidente da França, Emmanuel Macron, decidiu adotar um tom altamente nacionalista em seu discurso de final de ano, no qual fez um grande apelo aos cidadãos do país para acreditar na força da nação francesa.

Sem deixar de reforçar sua profunda confiança na importância da Europa, da participação da França na União Europeia, Macron afirmou que, no próximo ano, pretende continuar fazendo o que fez ao longo de 2017, quando foi escolhido pela maioria dos franceses para guiar o país: não adaptar a França ao resto do mundo, mas, sim, permitir que o país seja tudo aquilo que ele é.

Se apresentando como um líder forte e determinado, o presidente francês criticou as divisões existentes hoje dentro do país, pedindo mais união. De sua parte, descreveu sua eleição como uma mudança profunda para o país, e prometeu que sempre fará o possível para que todas as vozes sejam ouvidas, mas que nunca deixará de agir. 

Falando da luta contra o terrorismo, do fortalecimento do bloco europeu, respeito às minorias e paz mundial, o chefe de Estado francês pediu a ajuda do seu povo para fazer avançar seus projetos, que dependem de maior compreensão e coesão.  

"No plano nacional, o ano de 2018 será o da coesão da nação. Nós estamos há muito tempo e muito frequentemente divididos. Os debates são necessários, mas as divisões irreconciliáveis minam o nosso país", afirmou.

"A coesão nacional depende também do seu engajamento. Perguntem a si mesmos todas as manhãs o que vocês podem fazer pelo país."

De acordo com Macron, cada francês pertence a um coletivo maior e mais forte, que é a nação francesa. Ainda assim, segundo ele, muitas vezes, os franceses subestimam o seu potencial, mesmo sendo capazes de excepcionalidades.

"Em 2018, vocês terão, talvez, em suas vidas pessoais, dúvidas e dramas, mas nunca se esqueçam que nós somos a nação francesa."

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