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Será que no Império Chinês havia o verdadeiro elixir de imortalidade?

© Sputnik / Sergei Subbotin / Abrir o banco de imagensGrande Muralha da China (foto de arquivo)
Grande Muralha da China (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Qin Shihuang, primeiro imperador chinês, tentou realmente conseguir a imortalidade e ordenou que todos os residentes do Império buscassem a receita do "elixir da vida eterna", revela uma mídia científica.

"A emissão de tal decreto e o próprio fato que as pessoas o tentaram na verdade cumprir significa que Qin Shihuang criou um sistema de poder executivo e legislativo muito confiável e eficiente, capaz de realizar as vontades do imperador à escala de todo o país em uma época em que os transportes e comunicações ainda praticamente não existiam", afirmou Zhang Chunlong, supervisor das escavações na área, citado pela revista Live Science.

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Tradicionalmente, considera-se que a China foi fundada pelo chamado Imperador Amarelo, Huangdi, que governou o Império Celestial em cerca de 2800 a.C. As lendas atribuem a ele forças mágicas, inclusive uma vida extremamente longa e uma resistência inédita.

Primeiro imperador de uma China unificada, Qin Shihuang, por sua vez, se considerava como seu herdeiro espiritual, tendo no ano de 221 a.C. conseguido unir os 7 reinos rivais em um império unido com leis comuns e uma estrutura de poder vertical. Nos anos seguintes, ele adquiriu a reputação de um líder violento, mas justo, que trouxe à China a ordem e paz.

Devido aos seus projetos grandiosos, como a construção da Muralha da China e do mausoléu gigante em Xian, bem como aos numerosos atentados contra o imperador, a sua figura ficou associada a inúmeras lendas. Os arqueólogos chineses descobriram inesperadamente que até o próprio governante chinês acreditava em alguns destes mitos, o que foi comprovado por um achado na província de Hunan.

De acordo com Zhang, sua equipe tem realizado escavações na parte central da província já há mais de 10 anos. Durante esse período, os pesquisadores conseguiram encontrar milhares de artefatos da época, inclusive uma grande coleção de placas de bambu com os mais diversos dados sobre a vida cotidiana do império.

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Recentemente, os arqueólogos chineses terminaram a análise da parte médica destes arquivos. Entre estes, foi encontrado um decreto oficial de Qin Shihuang no qual ele ordenou a todos os funcionários públicos e residentes do império procurarem pelo "elixir da imortalidade" ou recolher dados sobre este, relatando-os à capital sem tardança.

Deste modo, este documento oficial confirma algumas lendas relacionadas com o imperador. Muitos cronistas chineses da época escreviam que Qin Shihuang tinha uma obsessão pelo mistério da imortalidade e não parava de viajar pelo país em busca de pensadores ou de algo semelhante à "fonte de juventude eterna" dos mitos da Grécia Antiga.

Conforme as placas achadas pela equipe de cientistas, não foi apenas o imperador que se ocupou desta iniciativa, mas também toda a população.

Talvez tenha sido devido a estas buscas e experimentos que o primeiro imperador da China unida morreu aos 39 anos. Sabe-se que seu falecimento foi provocado por intoxicação com mercúrio. Ele poderia ter integrado os "elixires de imortalidade" com base em cinabre, uma mistura de mercúrio e enxofre, que Qin Shihuang alegadamente teria consumido nos últimos anos de vida.

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