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Ogiva perfeita: Moscou se treina para ultrapassar 'qualquer sistema antimísseis existente'

© Sputnik / Ramil Sitdikov / Abrir o banco de imagensLançador de mísseis ICBM Topol
Lançador de mísseis ICBM Topol - Sputnik Brasil
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Em 26 de dezembro, a Rússia efetuou o segundo ensaio em menos de dois meses de um míssil balístico intercontinental Topol.

"As tropas de mísseis estratégicos realizaram o lançamento de teste de um míssil balístico intercontinental RS-12M Topol a partir da base de Kapustin Yar, região de Astrakhan", informou o Ministério da Defesa em um comunicado.

De acordo com a entidade, o objetivo do lançamento foi ensaiar uma nova ogiva para os mísseis balísticos intercontinentais. Durante o teste, foram obtidos "dados experimentais que serão utilizados para desenvolver meios eficazes com o fim de enganar a defesa antimíssil".

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O míssil RS-12M posto à prova consiste de um sistema de mísseis estratégicos móvel de baseamento terrestre, sendo capaz de lançar um míssil balístico intercontinental de três estágios e a combustível sólido que foi projetado para atacar alvos estratégicos a distâncias de entre 10.000 e 11.000 km.

Segundo a mídia russa Gazeta.ru, a "nova ogiva para mísseis balísticos intercontinentais" poderia ser referida como uma carga bélica manobrável hipersônica, cujo desenvolvimento já se encontra em sua fase final, de acordo com algumas fontes.

De acordo com Anatoli Skolyatny, especialista militar citado pela edição, se a Rússia conseguir desenvolver o míssil cujo projeto já é conhecido como "objeto 4202", capaz de manobrar verticalmente e horizontalmente a velocidades hipersônicas, então o país terá a capacidade para superar qualquer sistema de defesa antimíssil existente.

Para neutralizar os mísseis, os sistemas de defesa definem dois pontos de movimento da ogiva, calculando sua trajetória e, assim, lançam uma contramedida na forma de um antimíssil. No caso de uma ogiva controlada, a trajetória pode mudar várias vezes durante o voo, o que a tornaria praticamente impossível de interceptar.

O lançamento anterior do Topol foi realizado como parte de exercícios estratégicos no dia 26 de outubro.

O míssil balístico intercontinental foi, na altura, também lançado do cosmódromo de Plesetsk, situado no noroeste do país, e depois de voar mais de 5.000 quilômetros o míssil atingiu o alvo na península de Kamchatka. Outros dois mísseis foram disparados a partir de um submarino no mar de Okhotsk. O quarto projétil balístico foi lançado de um submarino no mar de Barents e atingiu o alvo instalado em Kamchatka.

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Na ocasião, além disso, um submarino nuclear da Frota do Pacífico da Rússia lançou simultaneamente dois mísseis balísticos, desde o mar de Okhotsk até ao polígono de Chizha (na região de Arkhangelsk), enquanto um submarino nuclear da Frota do Norte lançou um míssil balístico desde o mar de Barents até ao polígono de Kura.

Além disso, os treinamentos envolveram bombardeiros estratégicos Tu-160, Tu-95MS e Tu-22M3, que lançaram mísseis de cruzeiro contra os alvos em Kura, República de Komi, e no Cazaquistão.

O Ministério da Defesa ressaltou que durante as manobras foram cumpridas todas as tarefas e todos os alvos simulados foram destruídos.

Posteriormente, revelou-se que a ordem para efetuar o treinamento foi dada pelo próprio presidente russo Vladimir Putin. Como parte do exercício, o líder russo lançou pessoalmente quatro mísseis.

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