1 ano, 92 mortes: o que falta para concluir investigação da queda do avião Tu-154 russo?

© AFP 2022 / VASILY MAXIMOVHelicóptero acima dos veículos de resgate dois dias depois do acidente aéreo envolvendo o avião Tu-154, mar Negro
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Um ano atrás, no mar Negro caiu o avião Tu-154 do Ministério da Defesa da Rússia depois de ter parado para reabastecer no aeroporto de Adler em 25 de dezembro de 2016.

Todos os dados coletados durante investigação do acidente permitem excluir a possibilidade de explosão a bordo do avião, comunicou a representante oficial do Comitê de Investigação da Rússia, Svetlana Petrenko.

"Todos os dados objetivos permitem excluir por completo a possibilidade de explosão a bordo da aeronave", declarou ela.

Como notou Petrenko, foram recebidos os resultados de muitas perícias, tais como a médico-judicial, genética, explosiva e fonoscópica, sem contar na conclusão sobre a investigação que analisou materiais explosivos e combustíveis.

Avião Tu-154, foto de arquivo - Sputnik Brasil
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A investigação do colapso do avião Tu-154, que aconteceu no dia 25 de dezembro de 2016 na região do aeroporto de Sochi, continua em regime regular, de acordo com a lei russa. 156 pessoas foram reconhecidas como vítimas da catástrofe: militares, artistas, representantes de canais de TV, funcionários públicos e a chefe de uma fundação beneficente. Mais de 100 testemunhas, bem como funcionários da Força Aérea e do aeroporto internacional de Sochi, responsáveis pelo preparo do avião para o voo e gestão aérea, estão envolvidos na investigação.

O avião, que tinha acabado de reabastecer em Sochi, sofreu acidente no mar Negro na manhã de 25 de dezembro de 2016. A bordo estavam 92 pessoas – oito tripulantes e 84 passageiros.

Inicialmente, foram apresentadas 15 versões do acidente, que, posteriormente, diminuíram. Segundo dados do Serviço Federal de Segurança da Rússia, a catástrofe pode ter sido causada principalmente devido a problemas no motor, à utilização de combustível de má qualidade, a erro dos pilotos e a problemas técnicos. Por enquanto, são inexistentes vestígios de ataque terrorista ou alvoroço a bordo da aeronave.

AN-2 - Sputnik Brasil
Aterrissagem forçada resulta em vários mortos no norte da Rússia (VÍDEO)
De acordo com uma das versões, o piloto Roman Volkov teria tido problemas de comunicação com a central ainda no momento de decidir de qual pista deveria decolar, sendo este o início das complicações que teriam levado a decidir seguir voo de forma autônoma. Além disso, em conformidade com a mesma versão do acidente, o piloto teria sido alarmado pelos aparelhos do avião que estaria subindo muito depressa, o que teria levado a diminuir a altitude. O jornal russo Kommersant escreveu que esta teria sido a razão da queda.

Na semana passada, uma fonte confiável comunicou à Sputnik que especialistas precisariam de cerca de dois meses para concluir a investigação, acrescentando que o adiantamento poderia ser explicado pela falta de provas.

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