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Resposta ao bitcoin: Israel planeja criar sua própria criptomoeda

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O Ministério das Finanças de Israel considera pôr em circulação sua própria criptomoeda, o "shekel digital", no âmbito do plano de redução do volume de cédulas na economia e de luta contra as operações no mercado negro, informou o jornal Haaretz.

Segundo o jornal, Israel não é o primeiro país a decidir lançar o análogo digital de sua moeda nacional. Em setembro, o Banco Central da Suécia publicou um documento em que se analisa a criação da coroa sueca digital.

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Entretanto, as moedas digitais de Israel e Suécia não se tornarão um análogo do bitcoin – moeda criptografada e descentralizada, não emitida por um banco central e que não tem um valor certo.

"No caso da Suécia e Israel, a criptomoeda tem a mesma cotação que as moedas nacionais. A versão digital não terá como objetivo mudar o sistema monetário do país", informou o jornal.

Alternativas às cédulas

Espera-se que o shekel digital se torne uma alternativa às cédulas. As transações com o shekel digital serão efetuadas diretamente sem a intermediação dos bancos. 

"Em vez de levar sempre consigo uma cédula de 200 shekels (cerca de R$ 190) os israelenses poderiam usar uma série de códigos nos seus smartphones com 200 shekels criptografados", explicou o jornal. 

O Banco Central de Israel emitiria a criptomoeda. As pessoas poderiam obter a moeda digital através dos bancos, caixas automáticas ou transações entre os clientes.

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Segundo o Haaretz, em 2019 o Ministério das Finanças de Israel encarregará o Banco Central do país de criar uma comissão para o desenvolvimento do shekel digital.

O lançamento da criptomoeda contribuirá para a redução do volume de cédulas na economia e das perdas do orçamento de Estado ligadas às operações no mercado negro.

De acordo com o jornal, o volume do mercado paralelo de Israel é cerca de 22% do PIB do país. Devido às transações ilegais, o tesouro perde 50 milhões de shekels (R$ 50 milhões) anualmente. A redução do volume de cédulas também ajudará na luta contra o terrorismo, porque as transações ilícitas com cédulas são a fonte principal de financiamento das organizações terroristas.

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