Qual seria desculpa de Trump para parar de ajudar países-membros da ONU?

© AP Photo / Evan VucciDonald Trump discursando sobre a Estratégia da Segurança Nacional na segunda-feira, 18 de dezembro
Donald Trump discursando sobre a Estratégia da Segurança Nacional na segunda-feira, 18 de dezembro - Sputnik Brasil
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Ancara espera que o presidente norte-americano, Donald Trump, baseando-se na votação da Assembleia Geral da ONU a favor da resolução sobre o status de Jerusalém, cancele a sua decisão quanto ao reconhecimento da cidade como capital israelense, declarou o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

Na quinta-feira (21), na sessão especial da Assembleia Geral da ONU foi adotada a resolução sobre o não reconhecimento da decisão norte-americana quanto ao status de Jerusalém. No decorrer da votação, 128 países votaram a favor do documento, 9 – contra e 35 países se abstiveram. Antes da votação, Trump chegou a ameaçar parar de financiar os países que votarem contra decisão dos EUA.

A ex-deputada do parlamento turco, Oya Akgonenc Mugisuddin, em entrevista à Sputnik Turquia, falou sobre se Trump vai ou não cumprir suas ameaças.

"Os EUA abertamente estão ameaçando financeiramente outros países, pois estão furiosos com a situação existente. Eles deram ultimato aos países que votaram a favor do documento: ou vocês incondicionalmente apoiam a nossa decisão adotada unilateralmente, ou vamos introduzir sanções contra vocês."

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Quanto aos possíveis motivos dos EUA que levariam à suspensão de assistência a outros países, Mugisuddin notou: "Claro que a decisão de prestar ou não assistência unilateral a quaisquer países totalmente depende dos EUA. Mas é necessário assinalar que tal comportamento da administração norte-americana no que diz respeito à votação sobre Jerusalém indica que Trump levanta bandeira 'EUA antes de tudo' como desculpa para parar de ajudar outros países, desculpa essa tão procurada por ele há tempos."

Para ela, se as ameaças e pressão dos EUA continuarem, os países que votaram contra a decisão deles poderiam se unir para – através do princípio do império da lei – ganhar nesta questão.

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