Erdogan: 'EUA não podem comprar o voto da Turquia' para reconhecer Jerusalém

© AFP 2022 / ADEM ALTAN / AFPPresidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan durante discurso
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O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, criticou as ameaças dos EUA, feitas na véspera da votação na Assembleia Geral da ONU sobre Jerusalém, marcada para esta quinta-feira, e disse esperar que a comunidade internacional "ensine uma boa lição" a Washington, informou Anadolu.

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O presidente da Turquia comentou assim a declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, de que o seu país deixaria de oferecer apoio financeiro aos países que votarem a favor da resolução da Assembleia Geral da ONU, que condena a decisão norte-americana de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. 

"Hoje será realizada a votação na ONU e o presidente dos EUA faz ameaças. O berço da democracia está buscando votos a venda em todo o mundo. Senhor Trump, o senhor não pode comprar a vontade democrática da Turquia com seus dólares. A nossa decisão é clara. Digo assim para o mundo todo: não coloquem a sua vontade a venda. Eu espero que os EUA não obtenham o resultado que buscam e que o mundo os ensine uma boa lição", disse Erdogan.

Os países árabes estão organizando uma sessão extraordinária da Assembleia Geral da ONU. A pauta da sessão seria a resolução do Conselho de Segurança da ONU, vetado pelos EUA, sobre a crise entre Israel e Palestina. O documento, apoiado por todos os membros do CS da ONU, exceto Washington, considerou inadmissível o reconhecimento unilateral de Jerusalém enquanto capital de Israel.

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