Guia dos pessimistas: os maiores riscos da próxima década

© REUTERS / KCNALançamento de mísseis balísticos pela Coreia do Norte (foto de arquivo)
Lançamento de mísseis balísticos pela Coreia do Norte (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
Nos siga noTelegram
A agência Bloomerg publicou seu Guia dos Pessimistas, uma lista de cenários possíveis que poderiam ameaçar a estabilidade global nos próximos dez anos, concretamente até 2028. A agência sublinhou que o ranking não é uma previsão, mas visa ilustrar a rapidez com que o mundo está mudando.

Os primeiros quatro pontos na lista dos piores cenários são os seguintes: uma vitória de Donald Trump nas eleições de 2020, a divulgação de notícias falsas na Internet, o bitcoin que substituiria os bancos e um ataque da Coreia do Norte.

Em 3 de setembro, as autoridades da Coreia do Norte informaram ter realizado um teste bem-sucedido de uma bomba de hidrogênio que pode ser instalada em um míssil balístico intercontinental - Sputnik Brasil
Coreia do Norte quer virar a mais poderosa potência nuclear
Segundo o guia, o ataque norte-coreano de 2018 permaneceria sem resposta dos Estados Unidos. Entretanto, a China fecharia suas fronteiras com Coreia do Norte. Um ano depois, a televisão norte-coreana anunciaria a morte do líder da Coreia do Norte Kim Jong-un, enquanto Donald Trump e Xi Jinping se tornariam bons amigos.

Em 2025, Trump apoiaria a decisão de Xi de reincorporar Taiwan na China. Três anos depois, o Japão proclamaria que é capaz de instalar uma ogiva nuclear em um míssil balístico intercontinental. Como resultado, a Ásia entraria em uma corrida armamentista.

Outros riscos mencionados pela Bloomberg são o aumento da popularidade dos carros elétricos, o que pode levar a uma catástrofe na indústria petrolífera. Assim, surgiriam crises profundas nos países cujas economias são baseadas na extração de petróleo.

Na Europa, um dos riscos anunciados por Bloomberg é uma virada do Reino Unido para o socialismo após a eleição de Jeremy Corbyn como primeiro-ministro. Isso provocaria a queda do PIB do Reino Unido, o colapso da libra esterlina e a interferência do Fundo Monetário Internacional na economia do país.

Além disso, o Velho Continente poderia entrar em uma "guerra geracional": o número de aposentados aumentaria significativamente e os nascimentos estagnariam, de modo que as pessoas em idade ativa não seriam capazes de suportar seus idosos. Nesse cenário, cada dois trabalhadores suportariam um aposentado.

Soldados do Exército de Libertação Popular da China desfilam durante a parada militar em homenagem aos 70 anos da vitória na Segunda Guerra Mundial, Pequim, China, 3 de setembro de 2015 - Sputnik Brasil
Conheça 5 regiões do mundo onde se pode começar a 3ª Guerra Mundial em 2018
Manifestações de protesto levariam à independência de regiões como a Catalunha e a Escócia, bem como à divisão da Bélgica.

Entre outros riscos mencionados pela Bloomberg, há uma guerra comercial com a China, que seria desencadeada pela mudança climática, e a recusa da administração de Trump de regressar ao Acordo de Paris. Isso faria Pequim impor sanções contra os países que não ajudem a combater a mudança climática.

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала