Obama teria encerrado investigação contra Hezbollah para obter acordo nuclear com Irã

© AFP 2022 / Mahmoud ZAYYATMembros do movimento xiita libanês Hezbollah
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A administração do ex-presidente dos EUA Barack Obama fechou a investigação ao contrabando de drogas pelo movimento Hezbollah, incluindo nos EUA, para que o Irã não rejeitasse o acordo nuclear, comunica o jornal Politico.

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Segundo escreve a edição, em 2008 foi lançada a campanha Projeto Cassandra depois de terem sido obtidas provas de que o Hezbollah se ocupava de tráfico de drogas e armas, branqueamento de dinheiro e outros crimes. Isso ajudava o movimento a ganhar por volta de um bilhão de dólares por ano (mais de três bilhões de reais).

Diz-se que, ao longo de oito anos, os funcionários do Departamento de Combate às Drogas trabalharam neste projeto. Eles revelaram os informadores e operações para fazer o mapa das redes do Hezbollah, vigiaram alguns fornecimentos de cocaína da América Latina à África Ocidental e Europa, bem como através da Venezuela e México aos EUA. Também descobriram o esquema de branqueamento de dinheiro – o movimento comprava carros usados nos EUA e os vendia em África.

Contudo, o jornal detalha que a administração de Obama decidiu fechar o caso para que o Irã não rejeitasse o acordo nuclear. As autoridades recusavam financiamentos adicionais. O Departamento de Justiça recusava os pedidos de abertura de processos contra os "grandes jogadores", em particular contra o representante do movimento no Irã que, de acordo com o jornal, branqueava o dinheiro recebido da venda de drogas.

O Irã e os seis mediadores internacionais (Rússia, EUA, Reino Unido, China, França e Alemanha) alcançaram em 14 de julho de 2015 o acordo histórico sobre a regulação do problema do programa nuclear iraniano: foi adotado o Plano de Ação Conjunto Global, cujo cumprimento liberta o Irã de todas as sanções econômicas e financeiras do Conselho de Segurança da ONU, dos EUA e da União Europeia.

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