Analista: enquanto houver conflitos, EUA ganham com isso

© Sputnik / Ilia Pitalev / Abrir o banco de imagensUm grupo de lançadores múltiplos de foguetes M-1985 do Exército Popular da Coreia é visto durante desfile militar em Pyongyang (foto de arquivo)
Um grupo de lançadores múltiplos de foguetes M-1985 do Exército Popular da Coreia é visto durante desfile militar em Pyongyang (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Moscou espera que os EUA e a Coreia do Norte comecem a dialogar. Contudo, de acordo com o especialista Yevgeny Kim, Washington ganha economicamente enquanto mantém a tensão em diferentes regiões e dificilmente poderá iniciar conversações.

Moscou espera que Washington e Pyongyang iniciem o diálogo ao invés de continuar estabelecendo condições para isso, afirmou o vice-chefe do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, comentando a iniciativa do secretário-geral da ONU para estabelecer canais de mediação para um diálogo entre os EUA e a Coreia do Norte.

"Claro que nós queríamos que Washington e Pyongyang encarassem com seriedade esta proposta e parassem de promover suas ambições […] tentando analisar a situação com uma abordagem mais ampla e profunda e acabar com a situação de beco sem saída", afirmou o vice-chefe do ministério russo.

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Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista em ciências políticas, Yevgeny Kim, opinou que os EUA ganham com a manutenção de tensões em diferentes regiões, incluindo na península coreana.

"Para os EUA é bastante vantajoso manter a tensão em diversas regiões, principalmente do ponto de vista econômico. Em alguns lugares há conflitos em curso, mas os Estados Unidos estão tranquilos, já que sua moeda está se reforçando, a economia norte-americana está crescendo. Como ganham os estadunidenses? Em meio às tensões [na península coreana] Trump visitou o Japão e a Coreia do Sul e persuadiu estes países a comprar armas aos EUA gastando dezenas de bilhões de dólares. Tudo isso pode ser qualificado como o uso hábil de tensões em diversas regiões a fim de vender armas, criar empregos, o que gira rendimento adicional para as empresas estadunidenses, principalmente, para o complexo militar-industrial", assinalou Evgeny Kim.

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Ultimamente, a Coreia do Norte vem desenvolvendo seu programa nuclear, justificando suas ações com a ameaça por parte dos EUA. As sanções da ONU, cada vez mais duras, são incapazes de acabar com esta atividade de Pyongyang.

Em 29 de novembro, a Coreia do Norte realizou seu último teste nuclear. Pyongyang afirmou que agora o país passou a ser capaz de lançar um ataque contra qualquer ponto dos EUA.

Anteriormente, a Rússia e a China se manifestaram a favor de uma moratória simultânea sobre o programa nuclear e de mísseis norte-coreano e os exercícios conjuntos dos EUA e da Coreia do Sul, contudo, Washington ignorou esta iniciativa.

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