Moscou está cética em relação à alegada captura americana de al-Baghdadi

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Os altos oficiais russos, bem como os especialistas em serviços secretos, duvidam da veracidade das comunicações sobre a suposta captura do maior líder terrorista do mundo pelos militares norte-americanos.

Eader of the Islamic State group, Abu Bakr al-Baghdadi, delivering a sermon at a mosque in Iraq - Sputnik Brasil
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As mensagens sobre a alegada captura de Abu Bakr al-Baghdadi, líder do Daesh [grupo terrorista proibido na Rússia], serão compreendidas pela comunidade de especialistas como uma informação duvidosa até que a parte estadunidense apresente as provas necessárias, afirmou à Sputnik um ex-agente da inteligência russa.

Foi assim que Sergei Goncharov, presidente da Associação Internacional dos Veteranos do Grupo Alfa, especializado em luta antiterrorista, comentou sobre a matéria publicada no jornal turco Yeni Şafak. O artigo, por sua vez, diz que al-Baghdadi tinha sido capturado pelos militares norte-americanos em uma das bases do país localizadas no norte da Síria.

Entretanto, não há nenhuma confirmação oficial destes dados.

"Quanto a al-Baghdadi, bem como outros líderes do terrorismo internacional, surgem muitas publicações equivocadas. Eu acredito que, até que apareça uma confirmação da parte estadunidense e não apresentem nenhuma prova de que eles têm uma pessoa que consideram ser o líder do Daesh, estas informações podem ser qualificadas como, segundo se diz hoje em dia, um 'fake", afirmou.

O ex-funcionário do grupo antiterrorista assinalou que na maioria dos casos os líderes terroristas "se enterram" por muito tempo, pois os serviços especiais não estão protegidos contra falsas orientações. Goncharov relembrou o caso do líder dos terroristas chechenos, Doku Umarov, cuja morte tinha sido comunicada tanto durante a 1ª quanto a 2ª Guerra da Chechênia, embora tenha sido encontrado morto apenas em 2017, na Inguchétia.

Ademais, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, também comentou que a Rússia não possui dados sobre a respectiva operação norte-americana.

"Neste caso, não posso comentar sobre a publicação da edição turca, pois não sei em que se baseia, pelo menos, nós não dispomos de tais dados", realçou.

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