Especialistas advertem OTAN sobre o reforço do poder militar da Rússia

© AFP 2022 / KIRILL KUDRYAVTSEVSoldados russos montam guarda ao lado de um sistema de defesa antiaérea S-400 Triumf
Soldados russos montam guarda ao lado de um sistema de defesa antiaérea S-400 Triumf - Sputnik Brasil
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A Rússia está reforçando o seu potencial militar, o que preocupa a OTAN, afirma o jornal Frankfurter Allgemeine. Em breve Moscou pode efetuar "intervenções militares por todo o mundo", acreditam os especialistas da Fundação Carnegie.

Especialistas recomendam à aliança que considere "as novas possibilidades russas" e treine a guerra combinada, porque em 28 anos a OTAN já se esqueceu de como combater. 

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"Ao mesmo tempo, o resultado obtido por Moscou já preocupa a OTAN, que tem sido superior no que se refere aos armamentos", afirma o autor do artigo, Marco Seliger. 

"Hoje em dia a Federação Russa pode conter qualquer ofensiva do inimigo e vencer qualquer país vizinho, exceto a China, em uma guerra não nuclear", afirma Dmitry Gorenburg, especialista em assuntos russos da Universidade de Harvard.

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Até o fim de 2017 o líder russo Vladimir Putin pretende aprovar o novo programa de armamento para os próximos 10 anos, afirma o observador no seu artigo. O volume de investimentos deve alcançar 270 bilhões de euros. 

"O objetivo principal deste programa é manter a Rússia atualizada em relação ao avanço técnico na China e nos países da OTAN, que são os seus principais adversários", afirma Gorenburg. 

Os analistas da Fundação Carnegie afirmam que, até 2027, o exército russo deve estar em condições de participar paralelamente em duas guerras de grande escala. Na sua investigação, a Fundação Carnegie chegou à conclusão de que a Rússia em breve vai conseguir realizar "intervenções militares por todo o mundo".

É por isso, de acordo com o autor do artigo, que os especialistas aconselham a OTAN a ter em conta "as novas capacidades russas" e a "treinar de novo a guerra combinada", que envolve a participação de forças cibernéticas, terrestres, marítimas e aéreas. Porque a OTAN, em 28 anos, já se esqueceu de como "combater". 

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