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Vai colar? Presidente sul-coreano diz que Coreia do Norte também ameaça a China

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As provocações nucleares e de mísseis da Coreia do Norte são ameaças à paz não só para a Coreia do Sul, mas também para a China, afirmou o presidente sul-coreano Moon Jae-in na sexta-feira.

Em um discurso para estudantes da Universidade de Pequim durante sua visita de Estado à China, Moon disse que espera que Seul e Pequim possam resolver o problema de segurança no nordeste da Ásia, que surgiu principalmente da ambição nuclear de Pyongyang.

"A Coreia do Norte testou 15 mísseis balísticos apenas neste ano e realizou seu sexto teste nuclear, e os mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs) lançados recentemente tornaram-se uma séria ameaça para a paz da Península da Coreia, do nordeste asiático e do mundo inteiro", disse.

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"A questão nuclear e de mísseis não é um problema apenas para a Coreia do Sul. A China faz fronteira com a Coreia do Norte, o desenvolvimento nuclear norte-coreano e as consequentes tensões crescentes na região também ameaçam a paz e o desenvolvimento da China", continuou.

Moon disse que Seul e Pequim não tolerarão o armamento nuclear de Pyongyang e concordaram firmemente que fortes sanções e pressão são necessárias para evitar suas provocações.

"Também compartilhamos a visão de que nunca deve haver uma guerra na península novamente e a questão da Coreia do Norte deve ser abordada pacificamente através do diálogo", revelou o sul-coreano.

"Se a Coreia do Sul e a China fizerem esforços conjuntos com um objetivo comum, seremos capazes de superar quaisquer dificuldades em alcançar a paz na península e no nordeste da Ásia", destacou Moon.

Ligação histórica

O presidente da Coreia do Sul disse que o seu país e a China possuem relações há milhares de anos, e os estudantes das duas nações ainda estudam no Sul da Península da Coreia.

"O desenvolvimento das relações ajudou as pessoas dos dois países a ter uma vida melhor e contribuiu para cooperação, prosperidade mútua e paz entre os países do nordeste Asiático", disse Moon.

A cooperação comercial e econômica das duas nações cresceu bastante nos últimos 25 anos, mas o potencial de crescimento ainda é ilimitado.

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"Alguns dizem que as duas nações são rivais econômicas e o crescimento da China pode se tornar uma ameaça para a economia da Coreia do Sul. Mas eu não penso assim, como testemunhamos durante a longa história. Acredito que as duas nações são um grupo que compartilha um destino comum e a prosperidade de um país leva ao outro, e vice-versa", afirmou.

Ele pediu ainda uma cooperação estratégica em políticas, como a ligação da iniciativa "One Belt, One Road" (Um cinturão, um caminho, em tradução livre) do presidente chinês Xi Jinping e sua "Nova política do norte" e "Nova política do sul", que buscam cooperação econômica da Ásia para a Europa.

Moon disse que ajudaria os jovens da Coreia do Sul e da China a cooperar em pesquisa e desenvolvimento de projetos relacionados à Quarta Revolução Industrial, como a realidade virtual, a inteligência artificial e os drones.

Enfatizando a comunicação e a compreensão entre as duas nações, ele disse que deu a Xi um trabalho de caligrafia de um caractere chinês que significa "comunicação" como presente durante a reunião no dia anterior.

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