Chancelaria: Turquia não vê mais governo sírio como ameaça

© AFP 2022 / ADEM ALTANMinistro de Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu
Ministro de Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu - Sputnik Brasil
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O Ministério das Relações Exteriores da Turquia revelou a postura do país quanto ao governo sírio à luz da última derrota do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) e da tomada de controle na maior parte do território pelas forças governamentais da Síria.

O ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, ressaltou que seu país está disposto a coordenar com a Rússia uma operação contra curdos sírios caso seja necessário.

"No momento, o regime sírio não representa ameaça para nós. Houve um caso quando elas [forças governamentais] derrubaram nosso avião, mas a situação mudou. Hoje em dia somente o Partido de União Democrática (PYD) e Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) representam ameaça. Caso decidamos executar uma operação, preliminarmente vamos concordá-la com nossos aliados, com a Rússia", afirmou Mevlut Cavusoglu durante um programa do canal NTV.

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O ministro explicou que a Turquia não é contra a participação de curdos nas negociações de paz na Síria, adicionando que entregou à Rússia uma lista de grupos curdos com quem Ancara está disposta a colaborar.

Anteriormente, Ancara se expressou contra a participação do Congresso do Diálogo Nacional da Síria do partido curdo PYD e YPG (Unidades de Proteção Popular), considerados pela Turquia como organizações terroristas, relacionadas ao PKK.

"Há vários grupos curdos na Síria. Mantemos contato com eles. Não somos contra curdos, ao contrário, apoiamo-los. Mas não se trata de terroristas. […] Além do YPG, há vários grupos curdos, e já entregamos esta lista [à Rússia]. O Irã também é contra o YPG, já que para o ele o YPG e PKK são a mesma coisa. Mesmo que a Rússia não apoie nossa postura completamente, pelo menos a respeita", explicou o ministro turco.

As declarações turcas sucedem informações de que os EUA teriam mudado de posição em relação ao governo do presidente sírio, Bashar Assad.

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