Desenvolvimento da China pode mudar destino político africano

© AP Photo / Jon GambrelHomem apreciando pôr do sol em Lagos, Nigéria
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A maioria dos países africanos conta com sistema multipartidário como resultado da terceira onda de democratização depois da Guerra Fria.

A Nigéria, por exemplo, possui 53 partidos registrados, mas, na realidade, três partidos dominam a cena política: o Partido Democrático Popular, o Partido Congresso de Todos os Progressistas e o Partido Aliança pela Democracia.

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Nos últimos anos, alguns países ocidentais vêm pressionando de forma constante países africanos para desenvolvimento de verbas e garantia de "boa governança". Como os sistemas políticos destes países não são endógenos, eles foram sujeitos a um desenvolvimento perturbador, com muitos golpes de Estado e conflitos sangrentos durante eleições "democráticas ocidentais".

Contudo, o fortalecimento da troca de experiência entre partidos políticos da China e da África podem promover o desenvolvimento endógeno das instituições de países africanos, bem como melhorar a forma de governar no mundo.

O desenvolvimento da política multipartidária na África possui alguns traços comuns. Muitos partidos priorizam melhoria do processo de tomada de decisões internas e consolidação do partido. Além do mais, levam em consideração a opinião de organizações populares, de seus membros e de indivíduos que não fazem parte do partido.

Mesmo assim, a realidade política atual no continente africano está cheia de conflitos e divisões. O tribalismo é a principal causa do atraso no avanço político do continente.

Na Nigéria, por exemplo, há mais de 300 tribos. O país é diverso em termos cultural, linguístico, diversidade étnica e religiosa. Meio século atrás, durante o movimento de independência, alguns nacionalistas se opuseram ao estabelecimento do "país feito pelo homem". Superar o nacionalismo local é o tema-chave do desenvolvimento político nigeriano.

A modernização da forma de governar na África exige desenvolvimento econômico e político, estabelecimento de consenso nacional, bem como integração da política nacional com todas as nações africanas.

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Espera-se que o desenvolvimento chinês compartido com nações africanas incentive o progresso político no continente. A economia mundial não pode se desenvolver sem a China, e o gigante asiático precisa do mundo para se desenvolver.

Vale destacar que uma parte do capital chinês é destinada para setores da economia africana, tais como agricultura, serviços e produção não modernizada, tornando-a diversificada.

O desenvolvimento do continente africano deve ir de mãos dadas com o progresso das estruturas políticas, que são responsáveis pelo progresso cultural e econômico.

A China tem experiência em expandir a participação política da população e garantir os direitos políticos das pessoas. O fortalecimento da troca de experiência entre os partidos políticos chineses e africanos pode dar um impulso ainda maior rumo à participação política da população e à melhora na forma de governar dos países deste continente promissor.

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