Opinião: reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel causaria problemas para EUA

© REUTERS / Eliana AponteNobre Santuário ou Monte do Templo, na Cidade Velha de Jerusalém
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O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que reconhece Jerusalém como capital de Israel. O cientista político russo Vyacheslav Smirnov disse ao serviço russo da Rádio Sputnik que o presidente norte-americano não olha para o futuro.

Ontem (6), Trump declarou que reconhece Jerusalém como capital de Israel. Trump assinou um documento autorizando a transferência da Embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém.

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Segundo Smirnov, essa decisão criará mais um problema para os EUA no Oriente Médio.

"Devemos entender que Trump frequentemente não olha para o futuro. Durante a sua campanha eleitoral ele prometeu reconhecer Jerusalém como capital de Israel. Ele tem boas relações com o primeiro-ministro israelense. E Trump fez essa declaração. Possivelmente, o Departamento de Estado é contra essa decisão, mas Trump é presidente e ele deu este passo", disse o especialista.

Smirnov também fez suas previsões sobre a influência da decisão do presidente norte-americano no agravamento do conflito israelense-palestino.

"Não acho que a decisão provoque uma guerra, mas, sem dúvida, a Autonomia Palestina irá amaldiçoar os norte-americanos ainda mais. Na verdade, hoje em dia não existe uma solução para o conflito israelense-palestino. A comunidade internacional não pode influenciar nem uma parte, nem outra. Como resultado, daqui a 50-60 anos nesse território ficará apenas uma delas. Quanto ao futuro próximo, não existe uma solução que satisfaça ambas as partes", concluiu o cientista político.

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Israel considera Jerusalém como a sua capital "única e indivisível", incluindo suas zonas orientais e o centro histórico, reconquistados há cinquenta anos à Jordânia.

Entretanto, a maioria dos países não reconhece esta anexação e vê o assunto como um dos problemas principais do conflito israelense-palestino, que deveria ser resolvido na base de um acordo com os palestinos. Por isso, todas as embaixadas estrangeiras em Israel, incluindo a norte-americana, se situam em Tel Aviv.

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