Físicos russos encontram em pinheiros vestígios de testes nucleares dos EUA

Nos siga noTelegram
Cientistas siberianos do Instituto de Física Nuclear encontraram em anéis de crescimento de pinheiros vestígios de testes nucleares, que foram realizados no início dos anos 60, revelando seu impacto global, comunica a assessoria de imprensa do instituto.

Lançamento de mísseis balísticos pela Coreia do Norte (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
Inverno nuclear se aproxima? Consequências de testes de Pyongyang já são sentidas na China
O cientista Vasily Parkhomchuk explicou que, ao aplicar datação por radiocarbono, foi revelado que "os testes nucleares terrestres realizados pelos EUA afetaram de forma significativa o ambiente da Rússia".

Desde setembro de 1945, foram realizados aproximadamente 2,5 mil testes nucleares por todo o mundo – dois terços foram terrestres, um terço – na atmosfera. A potência de muitas explosões, especialmente das primeiras delas, ainda é desconhecida. Além disso, não se sabe se tais países como Israel, África do Sul ou Coreia do Norte já realizaram ou não testes nucleares.

Além disso, os cientistas revelaram que testes nucleares deixaram marcas não só na atmosfera, mas no solo também, onde se acumularam isótopos de carbono-14 como resultado da decomposição do plutônio e urânio nas bombas e reatores atômicos. 

Até o "século nuclear", o carbono-14 surgia na atmosfera exclusivamente de forma natural, ou seja, através da reação de átomos com luzes cósmicas. Esta característica faz com que o elemento químico possa servir como um indicador seguro da idade em relação a quase todos os artefatos arqueológicos e paleontológicos. 

Explosão nuclear (imagem referencial) - Sputnik Brasil
Arma do Juízo Final: os testes mais destruidores de artefatos nucleares
Sendo assim, a época nuclear "congelou" o contador natural. A concentração de carbono-14 cresceu na atmosfera até agosto de 1963, justamente quando as nações nucleares resolveram interromper testes aéreos. 

Organizações militares e científicas por todo o mundo monitoram o nível de carbono-14 no ar a fim de detectar vestígios de testes nucleares "ilegais", realizados por países não reconhecidos como nações nucleares ou outros.

De acordo com o físico, estas observações podem ajudar não apenas a revelar os mistérios da vida política atual, mas também estimar o impacto ambiental causado por testes nucleares.

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала