Especialista sobre posição de Pyongyang quanto a negociações: este país não tem aliados

© REUTERS / KCNAO lançamento de míssil de médio alcance durante os exercícios na photo publicada pela Agência noticiosa norte-coreana em Pyongyang em 30 de agosto de 2017
O lançamento de míssil de médio alcance durante os exercícios na photo publicada pela Agência noticiosa norte-coreana em Pyongyang em 30 de agosto de 2017 - Sputnik Brasil
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A Duma de Estado russa revelou as condições que a Coreia do Norte aceita para iniciar negociações com os EUA. O analista político Stanislav Byshok, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, argumentou como a Rússia pode ajudar neste processo.

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Pyongyang não está pronta a desistir de seu programa nuclear e afirma ser obrigada a "se mostrar agressiva", assinalou o deputado da Duma de Estado russo, Vitaly Pashin, que fez parte de uma delegação da câmara baixa do parlamento russo à Coreia do Norte.

De acordo com ele, Pyongyang está pronta a realizar conversações, independentemente de seu estatuto: como nação nuclear ou "portadora".

Segundo o chefe da delegação russa, Kazbek Taisaev, as autoridades da Coreia do Norte se mostraram prontas a negociar segundo o plano para resolução da crise proposto pela Rússia. Ele sublinhou que Pyongyang percebe: uma saída da crise é impossível sem a participação da Rússia.

O analista russo Stanislav Byshok, em entrevista ao serviço da Rádio Sputnik, opinou quanto ao comportamento da Coreia do Norte: para ele, Pyongyang não possui aliados no sentido militar, isso pode explicar sua atitude.

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"A Coreia do Norte é um país que não possui aliados. Muitos acreditam que a China seja um deles, mas oficialmente os dois países não são aliados. Os aliados da Coreia do Sul são os EUA e o Japão. Quando todos estes países realizam manobras perto do litoral norte-coreano, ninguém mostra nenhuma reação além de Pyongyang. Mas, quando a Coreia do Norte lançou um míssil e aquele caiu no oceano longe de povoações, isto provocou fortes protestos. Sendo assim, a atitude por parte da Rússia é justa: caso vocês desejem que a Coreia do Norte acabe com suas provocações, então acabem vocês com as suas. Mas os EUA não desejam seguir esta direção e vêm reforçando seu potencial na região. Sendo assim, para a Coreia do Norte é a única forma de se proteger de um possível ataque", assinalou Stanislav Byshok.

Ele argumentou por que é precisamente a Rússia quem pode ajudar nesta situação.

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"A Coreia do Norte faz fronteiras apenas com três países. Com um deles [Coreia do Sul], as relações são hostis, com a China são peculiares. Nesta situação, a vantagem da Rússia é que o nosso intercâmbio comercial com a Coreia do Norte é muito insignificante, não estamos fortemente ligados com esse país asiático, além de termos uma fronteira comum. Moscou está interessada em atenuar as tensões em torno da Coreia do Norte e que o país asiático desista de seu programa nuclear. A posição da China é meio ambígua: por um lado, o país apoia parcialmente as sanções, contudo, levando em consideração que a maior parte das exportações norte-coreanas têm a China como destino, caso eles quisessem ‘pressionar’ Pyongyang, então simplesmente deixariam de comprar mercadorias à Coreia do Norte. A posição da China é clara: o país acredita que Washington não vai parar caso a Coreia do Norte desista de seus testes nucleares, ele vai exigir a mudança do regime. É provável que qualquer outro regime opte pela cooperação com os EUA, e não com a China", supõe Stanislav Byshok.

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