Revolução colorida? Depois do Zimbábue, líder do Camboja pode ser o próximo a cair

© AP Photo / Heng SinithCambodian soldiers attend the Independence Day celebrations in Phnom Penh, Cambodia, Thursday, Nov. 9, 2017. Some hundreds of civil servants and students gathered to mark the country's 64th Independence Day. The country gained independence from France on Nov. 9, 1953.
Cambodian soldiers attend the Independence Day celebrations in Phnom Penh, Cambodia, Thursday, Nov. 9, 2017. Some hundreds of civil servants and students gathered to mark the country's 64th Independence Day. The country gained independence from France on Nov. 9, 1953. - Sputnik Brasil
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O reinado do primeiro-ministro cambojano Hun Sen pode acabar em breve e de forma semelhante à recente queda do homem forte do Zimbábue, Robert Mugabe, de acordo com o líder cambojano da oposição, Sam Rainsy.

A oposição política de Rainsy, o Partido do Resgate Nacional do Camboja (CNRP), obteve vitórias significativas nas eleições de junho no país, mas foi declarada ilegal pelo Tribunal Supremo cambojano na semana passada após ordem de Hun.

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Os paralelos entre Mugabe — um líder envelhecido a longo prazo com uma força de segurança privada — e Hun — o primeiro-ministro a mais tempo no cargo em todo o mundo — são facilmente identificáveis ​​de acordo com Rainsy, citado pela Reuters.

"O Camboja está em um ponto de inflexão", disse Rainsy. "As pessoas estão cansadas de Hun Sen e o que está acontecendo no Zimbábue é inspirador", disse ele, em entrevista à Reuters.

"Mugabe caiu e em breve será a vez de Hun Sen, que se tornou inaceitavelmente anacrônico", acrescentou Rainsy, de 62 anos.

O premiê do Camboja encarcerou oponentes políticos, fechou meios de comunicação independentes e declarou que Phnom Penh não precisa da ajuda Washington. O movimento acontece às vésperas das eleições gerais de 2018 no país do sudeste asiático.

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Rainsy pediu um aumento da atenção global às ações ditatoriais do senador.

"O que é importante é mostrar a Hun Sen que o que ele fez foi inaceitável", disse Rainsy, que acrescentou: "O mundo não vai fazer negócios como de costume com este governo".

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