Mineiro que ficou soterrado por 70 dias: marinheiros argentinos estão preparados para isso

© REUTERS / Marcos BrindicciMulher olhando para mensagens e sinais de apoio aos 44 tripulantes do submarino perdido ARA San Juan
Mulher olhando para mensagens e sinais de apoio aos 44 tripulantes do submarino perdido ARA San Juan - Sputnik Brasil
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Um dos 33 mineiros resgatados em 13 de outubro de 2010, na mina de San José, Mario Sepúlveda, deu uma entrevista exclusiva à Sputnik Mundo e mandou mensagem de apoio aos familiares dos tripulantes do submarino argentino ARA San Juan, desaparecido perdido 15 de novembro com 44 pessoas a bordo.

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Força, unidade e esperança – eis o que ele deseja aos familiares dos argentinos.

Sepúlveda assegurou para a Sputnik Mundo que, assim como os seus 32 companheiros mineiros, ele lutou até o fim para viver durante 70 dias soterrado em uma mina, e os marinheiros argentinos devem estar fazendo o mesmo. A comparação entre os acontecimentos é inevitável. O chileno compartilhou sua opinião sobre o que devem estar passando neste momento os 44 marinheiros a bordo.

"Se tinham comida para 15 dias, seria suficiente para 100 dias, pois estão preparados para isso", disse.

Os mineiros suportaram 70 dias debaixo da terra, mas o oxigênio a bordo do submarino argentino é limitado, sendo este um problema real que dificulta e muito a tarefa de encontrá-los a tempo.

"Se o oxigênio é pouco, é muito provável que eles tenham começado a economizá-lo. Acho que eles estão lutando e tentando sobreviver", disse Sepúlveda.

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A sua mensagem aos familiares dos 44 marinheiros argentinos é a seguinte: tenham força, "muita força" e fiquem unidos. "Nós todos temos que nos unir, chilenos e argentinos, não abandoná-los, rezar por eles."

Ele não duvida que os marinheiros perdidos precisem saber que "estamos unidos", para que deus, assim como em 13 de outubro de 2010, guarde-os e faça um milagre.

Ele adicionou que os seus colegas, que estavam presos na mina, também estão rezando pelos argentinos.

O submarino argentino ARA San Juan com 44 pessoas a bordo sumiu no dia 15 de novembro. Cerca de 30 meios aéreos e navais argentinos e internacionais participam das operações de busca, com a participação da frota alemã, francesa, norte-americana e inglesa.

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