'Vigilância' em vez de 'invasão': que passos darão EUA para controlar os Bálcãs?

© AFP 2022 / Armend NIMANI Albaneses em Kosovo com bandeiras da Albânia e dos EUA
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A república autoproclamada de Kosovo insiste que EUA comecem a participar do diálogo sobre a normalização das relações entre Belgrado e Pristina. Nessa conexão, a ideia de apontar um enviado especial norte-americano para os Bálcãs torna-se novamente atual.

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Segundo informaram fontes em Belgrado e Kosovska Mitrovica (cidade no norte de Kosovo) à Sputnik Sérvia, o candidato principal a este cargo é a ex-secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice. Acredita-se que se isso acontecer será possível controlar a atividade russa nos Bálcãs.

As fontes da Sputnik indicam que EUA não planejam intervir diretamente nas negociações realizadas sob a proteção de Bruxelas, que pretende oferecer adesão de Belgrado à UE, e para Kosovo a condição de um candidato à adesão.

"EUA não planejam intervir diretamente nas negociações. Seu objetivo — vigilar os processos finais ligados ao Kosovo [fase final de normalização nas relações entre Pristina e Belgrado], bem como encontrar solução para o assunto da Bósnia e Herzegovina, principalmente devido aos processos políticos que ocorrem na República Sérvia", revelou a fonte.

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A fonte da Sputnik Sérvia explicou que a "República Sérvia e Kosovo — são projetos dos EUA, bem como um campo de operações políticas dos Estados Unidos na Europa. À medida que a Europa passa por várias alterações, é novamente importante para os EUA fortalecerem a influência política nos Bálcãs, para não mencionar os aspectos militares". 

Ao mesmo tempo, a fonte indicou que houve um aumento significativo de visitas de legisladores norte-americanos nos Bálcãs.

Neste contexto, é suposto que eles podem estar preparando qualquer documento que provaria a necessidade de participação dos EUA na resolução de problemas nos Bálcãs.

"No entanto, Estados Unidos têm um plano B: o Reino Unido pode entrar nesse negócio, assumindo a maior parte do trabalho, sendo que é Londres que agora representa os interesses estadunidenses na Europa", concluiu o interlocutor da agência.

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