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A PM deveria utilizar as armas que apreende do tráfico de drogas?

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Com a frágil situação financeira estadual e a crise na segurança pública, o Rio de Janeiro deveria utilizar as armas que apreende do tráfico de drogas ao invés de destruí-las? Para Vinícius Domingues Cavalcante, diretor para o Rio de Janeiro da Associação Brasileira dos Profissionais de Segurança (Abseg), a resposta é sim.

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Na terça-feira (21), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, e o comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, assinaram acordo que prevê a destruição de todo o armamento apreendido pelo Poder Judiciário. Em 2017, já são cerca de 170 mil armas de fogo destruídas em todo o território nacional e 15 fuzis doados fuzis aos órgãos de segurança pública do Estado de São Paulo.

Para Cavalcante, existe uma parte considerável deste contingente que é formado por armas artesanais "feitas em oficinas improvisadas", mas há, também, fuzis com pouco uso que são apreendidos e poderiam ser utilizados pelas forças de segurança.

"A gente tem um argumento, como aqui no Rio, que nós não utilizamos o calibre 7.62x39, que é o calibre da AK-47, como arma regulamentar das forças de segurança. Realmente, não utilizamos esses fuzis, mas temos uma quantidade tão grande de fuzis AK 47 novos que talvez pudéssemos utilizá-los em ações em que a gente não demandasse um esforço muito grande de munição", afirmou Cavalcante em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil.

Levantamento da Polícia Militar do Rio de Janeiro indica que do início do ano até outubro de 2017, foram apreendidos 300 fuzis no Estado. Os três fuzis mais apreendidos são: AR-15/M-16 (126), AK-47 (84) e FAL 7,62 (26). Há, ainda, fuzis fabricados na República Tcheca, Alemanha, Bélgica e Taiwan.

Desde 2016, decreto do presidente Michel Temer (PMDB) estabeleceu condições para a transferência de armas apreendidas para as forças de segurança. Poderão ser doadas carabinas, espingardas, fuzis e metralhadoras. 

As doações, entretanto, ainda engatinham.

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