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China pode vir a pagar pelas 'árvores mais caras do mundo' para alegria de seus soldados

© AP Photo / Elizabeth Dalziel, FileTibetanos pastando iaques nos campos alpinos de Nagqu, na região autônoma do Tibete, China
Tibetanos pastando iaques nos campos alpinos de Nagqu, na região autônoma do Tibete, China - Sputnik Brasil
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A China usará energia solar para derreter o pergelissolo em Nagqu, cidade com o clima quase polar na região autônoma do Tibete, para crescimento de árvores na região.

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Nagqu é conhecida por sua flora e fauna extremamente diversas, mas o frio intenso explica a falta de árvores na região.

De acordo com um artigo do PLA Daily (jornal oficial do Exército de libertação Popular), a falta de árvores está causando colapsos mentais nos militares chineses, que estão instalados na cidade. Quando os soldados de Nagqu viajam a Lahsa — capital do Tibete — supostamente abraçam árvores assim que chegam, informou o jornal chinês South China Morning Post.

O novo projeto da China, que prevê uso de energia solar para possibilitar o cultivo de áreas florestais em Nagqu, ignora o clima local e as necessidades de sua flora e fauna; o importante é tornar a paisagem mais confortável para seus soldados.

Porém, muitos especialistas falam sobre custo exorbitante para realização da ideia e os possíveis efeitos negativos à natureza.

"Alguns funcionários estariam fazendo isso para agradar o presidente, mas a maioria dos cientistas está preocupada com o projeto", disse um pesquisador anônimo ao South China Morning Post.

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Trabalhadores já instalaram painéis solares em campos alpinos para transformar raios do Sol em eletricidade, fazendo com que uma rede de aquecimento de fios de cobre derreta o solo constantemente congelado, permitindo o possível crescimento de árvores.

Segundo dados científicos, o uso de painéis solares para funcionamento de redes de aquecimento permitiu cultivo de árvores tais como abeto, cipreste e pinheiros em uma área maior do que 30 estádios esportivos. No entanto, o custo total do projeto pode chegar a 10 milhões de dólares (R$ 32,6 milhões).

"Estas podem ser as árvores mais caras do mundo", afirmou outro cientista.

O projeto também pode prejudicar a delicada balança ecológica da região, pois árvores artificialmente criadas drenarão os recursos de água da zona, assim como mudarão o habitat dos animais locais.

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