Premiê libanês anuncia seu retorno ao Oriente Médio mas mantém mistério sobre futuro

© REUTERS / Gonzalo FuentesSaad Hariri e Emmanuel Macron em Paris, França.
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O primeiro-ministro do Líbano, Saad Hariri, afirmou que estará de volta ao seu país na quarta-feira (18) para as celebrações do Dia da Independência. Hariri renunciou ao cargo de maneira inesperada no início do mês e criou uma onda de instabilidade política no Oriente Médio.

Falando desde Riad, capital da Arábia Saudita, Hariri fez um pronunciamento afirmando que deixaria o cargo por temer por sua vida e fez críticas ao Irã e ao Hezbollah por uma suposta tentativa de desestabilizar a região. Sua renúncia, entretanto, não foi aceita pelo presidente do Líbano, Michel Aoun, que acusou a Arábia Saudita de prender Hariri. 

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A França, então, passou a intermediar o impasse. O chancelaria francesa visitou a Arábia Saudita e o presidente Emmanuel Macron convidou Hariri para Paris.

"Como vocês sabem, renunciei, e vamos discutir isso no Líbano", afirmou o premiê libanês em solo francês. Hariri disse que falará com Aoun em Beirute sobre seu futuro político.

O Governo francês disse que "está ajudando a aliviar a tensão na região" e não deu mais detalhes se o premiê falou sobre sua renúncia.

Macron discutiu a crise política no Líbano por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman, e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) António Guterres.

A tensão no Oriente Médio preocupa a Europa. O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, afirmou que "conflitos sangrentos" podem surgir em decorrência da instabilidade no Líbano.

A atual divisão de poderes acertada com o fim da Guerra Civil do Líbano (1975-1990) determina que o presidente precisa ser cristão, o primeiro-ministro sunita e presidente do parlamento um xiita.

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