Como seria um ataque nuclear da China contra EUA?

© AFP 2022 / STEPHEN SHAVERSoldado do Exército de Liberação Popular da China perto de um velho modelo de míssil balístico, Pequim, China, 1999 (foto de arquivo)
Soldado do Exército de Liberação Popular da China perto de um velho modelo de míssil balístico, Pequim, China, 1999 (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Analista do The National Interest Lyle J. Goldstein compartilha sua visão sobre um ataque nuclear da China contra os EUA.

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Um gráfico especial mostra o mapa de impacto de um ataque de 22 mísseis balísticos nucleares chineses contra os EUA, publicado em outubro de 2015, no jornal chinês Naval & Merchant Ships. 

Entre os alvos estão as maiores cidades norte-americanas na costa leste e oeste, bem como no centro-oeste, informa Goldstein em seu artigo no The National Interest. As fuligens de radiação cobrirão a maioria do território do país e cerca de "50 milhões de pessoas" morrerão como resultado de tal ataque. O mapa debaixo do gráfico ilustra o ponto preferencial a partir do qual será lançado um ataque contra Nova York como uma "onda de explosão" que vaporizaria todo território de Manhattan. 

De acordo com o autor, isso desvaloriza a "ameaça" norte-coreana. Mas a ilustração mostra o cenário com a utilização dos mísseis balísticos intercontinentais chineses DF-5 da primeira geração, por isso, de acordo com o autor, a ilustração é um pouco envelhecida, porque agora a China se avançou em desenvolvimento de mísseis e alterou a estratégia de dissuasão, passando para uma estratégia chamada "a retaliação garantida".

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O autor do artigo publicado no Naval & Merchant Ships se refere à informação sobre os testes recentes do novo míssil balístico intercontinental chinês DF-41. O autor deste artigo, segundo Goldstein, tem o cuidado de sublinhar que sua visão não corresponde com aquilo que é representado na publicação, acrescentando que quando um porta-voz do Ministério da Defesa da China foi perguntado sobre o teste de 6 de agosto de 2015, ele "não negou a existência do DF-41". O autor também cita os relatórios da inteligência dos EUA, que concluem que já foram realizados 4 testes, incluindo um que demonstra a tecnologia de Míssil de Reentrada Múltipla Independentemente Direcionada (MIRV em inglês). O autor estima que com o DF-41, a China será capaz de lançar os mísseis a partir da parte centro-norte do país e atingir qualquer alvo nos EUA (incluindo a Flórida), informa a publicação do The National Interest. 

Uma grande quantidade de artigos chineses sobre a balança estratégica nuclear surgiu após a parada militar de setembro em Pequim, onde foram mostradas as forças de mísseis chinesas. Possivelmente, a revelação mais importante daquela parada, foi o DF-26, novo míssil balístico antinavio de longo alcance com base na versão anterior DF-21D ASBM. Os especialistas militares chineses afirmaram nestes artigos, que os novos tipos de mísseis reforçam a capacidade de dissuasão e a estabilidade estratégica da China, diz a publicação do The National Interest. 

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Entretanto, o autor indica que na China há intenções de criar "forças nucleares pequenas e efetivas", citando o vice-diretor do Gabinete de Segurança Nuclear da Marinha da China, afirmando que a china deve seguir o exemplo da Grã-Bretanha e França, e não deve ter mais do que 4 submarinos com mísseis nucleares. 

No mesmo jornal existe mais um gráfico de acordo com Goldstein, que apresenta a informação sobre a bomba nuclear B-61, mostrando que a China se preocupa com a modernização militar dos EUA. Além disso, de acordo com ele, os especialistas chineses discutem em seus artigos as armas táticas nucleares para os submarinos, bem como a importância da existência de um míssil de cruzeiro lançado de um submarino. 

No final, o autor conclui que a China tem dinheiro suficiente para desenvolver as armas nucleares e criar um arsenal enorme de armas nucleares, mas que o país financia os outros projetos como, por exemplo, as frotas de alta velocidade, reforçando a economia e não o arsenal nuclear.

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