Sanguinário mafioso italiano poderá receber visitas em seu leito de morte, decide ministro

© AP Photo / AP/ Autor não identificadoMafioso Salvatore Riina durante seu julgamento, em 1993
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O ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando, decidiu que um dos chefes mais famosos da máfia da Sicília, região no sul da Itália, pode receber visitas de sua família em seu leito de morte - mesmo com as 26 sentenças de prisão perpétua a que foi condenado.

Salvatore "Toto" Riina tem 87 anos, passou por dois procedimentos cirúrgicos recentemente e está em coma induzido. Ele era conhecido como "a Besta" e era o responsável por assassinatos da Cosa Nostra. Conseguiu viver como foragido por 23 anos até ser capturado em Palermo no ano de 1993.

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Segundo a promotoria, Riina foi o mentor da estratégia da máfia italiana de assassinar membros do judiciário, policiais e quem entrasse no caminho da Cosa Nostra durante seu tempo como o "chefe dos chefes".

A estratégia, entretanto, acabou saindo pela culatra quando a Cosa Nostra matou dois magistrados da Operação Mãos Limpas — Giovanni Falcone e Paolo Borsellino —, em 1992.

Após os assassinatos, a polícia italiana aumentou o cerco contra a Cosa Nostra e acabou prendendo Riina. O mafioso nunca delatou seus companheiros criminosos. 

Em julho, um tribunal negou o pedido da família de Riina para que ele cumprisse prisão domiciliar. 

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