Israel 'mantém absoluta liberdade de ação' na Síria

© AP Photo / Ariel SchalitSoldados israelenses patrulhando na fronteira do país
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Israel endureceu seu discurso contra a presença do Irã e de milícias pró-iranianas na Síria, um assunto candente no país, comentado por muitos políticos israelenses, incluindo pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

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Em 15 de novembro, foi a vez de do ministro da Defesa israelense, Avigdor Lieberman, se pronunciar. A declaração foi feita durante uma visita de inspeção à zona norte do país, fronteiriça com a Síria e o Líbano. O ministro declarou que Israel "mantém absoluta liberdade de ação" na Síria.

Suas declarações vieram cinco dias após a Rússia e os EUA terem assinado um acordo que não contempla a retirada das tropas pró-iranianas além de 5-10 quilômetros da linha de cessar-fogo das colinas de Golã.

"Não permitiremos que se estabeleça [uma presença] xiita e iraniana na Síria e não permitiremos que a Síria se transforme em uma linha de frente contra o estado de Israel", declarou o ministro da Defesa israelense.

E depois, como se lançasse uma mensagem à Rússia, conforme referem alguns analistas políticos, acrescentou: "Quem quer que não o entenda, vale a pena entender".

"Mantemos absoluta liberdade de ação, as únicas preocupações que nos guiam são preocupações em relação à segurança do Estado de Israel", sublinhou.

Em 14 de novembro, o chanceler russo Sergei Lavrov qualificou de "legítima' a presença iraniana na Síria, que conta com a aprovação do governo sírio.

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