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'Conflitos sangrentos' podem surgir com a crise do Líbano, diz ministro alemão

© REUTERS / Ali HashishoRefugiados atrás de uma barreira do Exército libanês enquanto a fumaça aumenta durante os confrontos entre os islâmicos e os atiradores palestinos da Fatah no campo de refugiados palestinos de Ain al-Hilweh perto de Sidon, no sul do Líbano 9 de abril de 2017
Refugiados atrás de uma barreira do Exército libanês enquanto a fumaça aumenta durante os confrontos entre os islâmicos e os atiradores palestinos da Fatah no campo de refugiados palestinos de Ain al-Hilweh perto de Sidon, no sul do Líbano 9 de abril de 2017 - Sputnik Brasil
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O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, manifestou preocupação nesta sexta-feira (16) de que a crise política no Líbano pode gerar novos conflitos na região, inclusive entre o Líbano e seus países vizinhos.

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De acordo com o ministro alemão, o Líbano atingiu um desenvolvimento estável ao longo dos últimos anos.

"Agora, existe uma grande preocupação com o fim deste desenvolvimento estável, que novos conflitos sangrentos podem surgir no Líbano ou entre o Líbano e seus países vizinhos. E eu afirmo claramente que compartilho essa preocupação", disse Gabriel em coletiva de imprensa com o homólogo libanês Gebran Bassil em Berlim.

Gabriel também afirmou que a Alemanha tem interesse na unidade e estabilidade do Líbano e pediu que todos os atores políticos da região contribuam para a solução da situação.

No dia 4 de novembro, o então primeiro-ministro Saad Hariri chocou a comunidade internacional ao renunciar ao cargo por meio de um comunicado transmitido desde Riade, a capital da Arábia Saudita. Hariri afirmou temer por sua vida e fez críticas ao Hezbollah e o Irã por supostamente tentar desestabilizar o Oriente Médio.  

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O presidente do Líbano, Michel Aoun, afirma que Hariri está detido na Arábia Saudita. O secretário-geral do Hezbollah, Hassan Nasrallah, diz que a renúncia do primeiro-ministro foi orquestrada pelos sauditas.

A atual divisão de poderes acertada com o fim da Guerra Civil do Líbano (1975-1990) determina que o presidente precisa ser cristão, o primeiro-ministro sunita e presidente do parlamento um xiita.

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