África corre risco de ser contaminada pelo Daesh

© Sputnik / Andrei Stenin / Abrir o banco de imagensBandeira do grupo terrorista Daesh
Bandeira do grupo terrorista Daesh - Sputnik Brasil
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Em outubro de 2017, a capital somali, Mogadíscio, sofreu um atentado de grande escala que levou à morte de mais de 350 pessoas. Isto pode indicar que África está se transformando em um novo alvo dos terroristas.

O Daesh (organização terrorista proibida na Rússia), que está perdendo terreno na Síria e no Iraque, pode se aproveitar do novo campo de batalha. A colunista Antonia Ward, na sua nota para a revista The National Interest, analisou esta possibilidade.

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O ataque em Mogadíscio foi cometido pelo grupo terrorista Al-Shabaab, relacionado com os terroristas do Al-Qaeda.  A Somália é um dos muitos países africanos que estão afetados pela desordem civil, uma má gestão pública, tensões religiosas e raciais, assim como pela pobreza.

Os exemplos do Iraque e Síria demonstraram que condições ainda menos graves são perfeitas para o desenvolvimento dos movimentos jihadistas. Por conseguinte, certas partes da África podem ser um terreno fértil para o crescimento do terrorismo.

Em outubro, Raqqa, a antiga capital do Daesh na Síria, foi libertada. Tal constituiu um evento marcante na luta contra este grupo jihadista.

Mas a derrota do grupo terrorista não significa que ele deixou de representar uma ameaça. Na realidade, é possível que os jihadistas "se movam" do Oriente Médio e se estabeleçam em África, afirma a autora.

"O Daesh era um dos grupos terroristas mais poderosos e melhor organizados na história. Seria errado assumir que ele simplesmente deixará se efetuar as suas operações por causa das derrotas recentes. O cenário mais provável é que o grupo e os seus partidários se desloquem para uma nova região", declarou Ward.

O Daesh hoje em dia continua fragmentado em África, mas os jihadistas seguem avançando. O grupo terrorista Boko Haram, originário da Nigéria, prestou lealdade ao Daesh e mudou o seu nome para "Província do Daesh na África Ocidental" ainda em 2015.

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Os terroristas há muito que desenvolvem a sua atividade no norte do continente, em particular, na Tunísia, Líbia e Egito.

"Uma das razões pelas quais certas partes de África podem se converter em novas bases do Daesh é o aumento significativo da popularidade da Internet no continente. Em 2014, cerca de 100 milhões de pessoas usavam o Facebook em África por mês, agora, segundo estimativas, este número supera os 120 milhões", revelou Ward.

Ela também destacou que o desenvolvimento da conectividade na região pode contribuir para a propaganda do Daesh.

Ward crê que o Daesh e outros grupos podem se aproveitar dos desafios que hoje África enfrenta. Os ataques que ocorreram recentemente em várias partes do continente podem ser o início de algo muito mau.

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