Potências podem entrar em conflito com armas cibernéticas roubadas dos EUA, diz analista

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As armas cibernéticas roubadas dos Estados Unidos, capazes de se disfarçar como entidades de outros países, poderiam ser usadas para provocar tensões militares com Estados rivais, disse o ex-analista sênior da Agência Nacional de Segurança Nacional (NSA), J. Kirk Wiebe, à Sputnik.

A NSA foi profundamente abalada por uma invasão maciça que resultou no roubo de armas cibernéticas por hackers não identificados, informou a mídia dos EUA no último domingo.

"Dependendo de como eles atuem, o pior caso parece ser uma arma cibernética que oferece aos hackers a capacidade de falsificar uma pessoa ou uma organização", disse Wiebe.

"Os erros que esse tipo de capacidade poderia semear na mente de potenciais adversários poderiam criar fortes tensões políticas, mesmo militares", completou o ex-analista da NSA.

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As armas roubadas poderiam permitir que os hackers se dissimulassem como representantes de um governo, empresa ou grande organização de um país, enquanto eles estavam trabalhando e operando em nome de outro para provocar tensões e conflitos internacionais, advertiu Wiebe.

Esse tipo de capacidade poderia ameaçar a estabilidade das relações internacionais em todo o mundo, continuou o especialista.

No ano passado, o grupo de hackers Shadow Brokers obteve uma série de ferramentas da NSA para espionar outros países e emitiu códigos reais para algumas dessas ferramentas.

Os responsáveis pela enorme violação de segurança mais recente ainda não foram encontrados.

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