Militar alerta para 'submarinos kamikazes' de Kim em meio à presença dos EUA na região

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Estados Unidos publicaram vídeo do aparecimento de três porta-aviões perto da costa da península coreana. O analista militar, Viktor Baranets, em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, notou que o Pentágono continua direcionando armamento bélico para perto das fronteiras marítimas norte-coreanas.

Três porta-aviões norte-americanos entraram na zona operacional da Coreia do Sul para participação de exercícios conjuntos. O vídeo dos exercícios conjuntos foi publicado no canal da Marinha dos EUA no YouTube.

Segundo comunica agência Yonhap, Seul pela primeira vez efetua manobras militares com três porta-aviões: USS Ronald Reagan, USS Nimitz e USS Theodore Roosevelt. Eles estão acompanhados por 11 navios norte-americanos equipados com sistemas de combate modernos Aegis. Já a parte sul-coreana entrou com sete navios, incluindo dois destróieres.

"As Marinhas da Coreia do Sul e dos EUA defendem posição de defesa ideal para realização de operações conjuntas a qualquer hora e em qualquer lugar. Com ajuda da nossa forte aliança podemos enfrentar provocações do inimigo", citou o capitão de um dos destróieres.

A agência destaca o caráter incomum das manobras com três porta-aviões. Esses exercícios foram realizados dez anos atrás no oceano Pacífico, mais especificamente perto da ilha Guam, sendo o primeiro de muitos.

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Anteriormente, Rússia e China propuseram à Coreia do Norte que declarasse moratória nos testes nucleares e lançamentos de mísseis, e à Coreia do Sul e aos EUA que se abstivessem da realização de manobras na região para estabilizar a situação na península, mas Washington rejeitou a proposta, já Pyeongyang preferiu se calar.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o analista militar do jornal Komsomolskaya Pravda, tenente aposentado Viktor Baranets, notou que os EUA continuam direcionando armamento bélico para perto das fronteiras marítimas norte-coreanas.

"Apesar dos numerosos avisos de Pyongyang a Washington para não realização de exercícios marítimos provocativos com Coreia do Sul, Estados Unidos continuam direcionando seu armamento bélico para a região. Se antes tais exercícios eram realizados uma ou duas vezes por ano, agora os navios norte-americanos passam por perto das fronteiras marítimas norte-coreanas quase todas as semanas. Desta vez, na região se encontra o porta-avião mais potente, ou seja, Washington se recusa a passar a crise nas relações da esfera militar para política. EUA continuam pressionando Pyongyang", disse Viktor Baranets.

Ele não exclui medidas recíprocas da Coreia do Norte.

"É provável que a Coreia do Norte efetue mais lançamentos de mísseis. Não dá para excluir que a paciência de Kim Jong-un possa chegar ao limite, fazendo com que ele mande atacar navios que estão participando das manobras por atravessar fronteira marítima. Vale destacar que a Marinha da Coreia do Norte não é constituída por meninos de briguinhas insignificantes. Coreia do Norte tem mais de 80 submarinos de diesel e bem equipados. Conhecemos o caráter norte-coreano, eles podem agir como submarinos kamikazes", notou o analista militar.

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