Moscou comenta apelo de Trump à Rússia para cortar laços econômicos com Coreia do Norte

© AP Photo / Wong Maye-EMoradores de Pyongyang (foto de arquivo)
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O presidente norte-americano apelou à Rússia para reduzir o nível das relações diplomáticas e cortar os laços econômicos com a Coreia do Norte.

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Comentando o apelo do líder estadunidense, a presidente da câmara alta do parlamento russo, Valentina Matvienko, afirmou: "Estamos a par disso, precisamos analisar."

A senadora russa sublinhou que a política de isolamento da Coreia do Norte da comunidade internacional é inútil, acrescentando: "Devemos tentar envolvê-lo [Pyongyang] em um processo de negociações e acabar com a troca de ameaças e declarações altissonantes."

"Isso não contribui para a busca difícil de soluções diplomáticas", disse a presidente do Conselho da Federação, ressaltando que a posição da Rússia permanece inalterável — não existe alternativa a uma solução diplomática pacífica do problema norte-coreano.

Apesar da situação em torno da Coreia do Norte estar complicada, avançou Matvienko, não se pode esquecer que no país "vivem pessoas, pessoas vivas".

"Não podemos permitir que as pessoas passem fome, que no século XXI o povo de um país inteiro seja submetido à fome, a uma catástrofe humanitária", disse.

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A afirmação da senadora russa vem poucas horas depois do presidente Trump ter apelado a Moscou e Pequim para "reduzirem o nível de relações diplomáticas com o regime [da Coreia do Norte] e cortarem todos os laços comerciais e tecnológicos".

O presidente norte-americano proferiu um discurso perante a Assembleia Nacional da Coreia do Sul antes de sua visita à China no âmbito da turnê de 13 dias à Ásia, sendo o problema norte-coreano o foco da agenda.

Anteriormente, a China decidiu bloquear parcialmente as importações da Coreia do Norte, após numerosos apelos da parte do presidente estadunidense para que Pequim pressionasse mais Pyongyang, sendo seu maior parceiro comercial. Trump elogiou os esforços da China e apelou a Moscou para o ajudar na resolução da crise coreana.

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