Gigante petroquímica russa rejeita 'revelações' dos Paradise Papers

© Sputnik / Maksim BlinovFábrica de transformação de hidrocarbonetos da empresa Sibur, foto de arquivo
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A companhia petroquímica russa Sibur se declarou "surpresa" pela interpretação politizada de suas atividades comerciais por algumas mídias, que comentaram as "revelações" dos Paradise Papers.

Em 5 de novembro, o Consórcio Internacional de Jornalismo Investigativo (ICIJ, na sigla em inglês), publicou uma pesquisa sobre a atividade de empresas relacionadas com serviços offshore. Entre as referidas empresas, apareceu a Sibur russa.

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De acordo com a informação publicada, a entidade russa colabora com a companhia de transporte norte-americana Navigator Holdings Ltd., dirigida pelo secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross.

Os jornalistas destacam que, depois de ter assumido o cargo governamental, Ross deixou a maior parte de seus negócios, mas continuou participando da Navigator Holdings Ltd., registrada nas Ilhas Marshall.

O relatório destaca que a petroquímica russa Sibur é uma das principais clientes da Navigator, tendo recebido 68 milhões de dólares (222 milhões de reais) graças à colaboração com ela. Os nomes dos empresários russos Kirill Shamalov e Gennady Timchenko —incluídos na lista de sanções dos EUA- no relatório chamou a atenção do consórcio.

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A companhia Sibur expressou certa perplexidade quanto ao foco político de alguns artigos dedicados ao assunto, já que se tratava de uma atividade comercial efetuada há alguns anos e de acordo com a lei, o que indicava claramente nos documentos de contabilidade publicados.

A assessoria de imprensa do órgão afirmou que a companhia precisava de navios de transporte de metano para o transporte de grandes quantidades do gás liquefeito do porto russo de Ust-Luga.

"Concluídas as negociações com as empresas capazes de fornecer navios aptos para este objetivo, foram escolhidas várias empresas de transporte, entre elas Navigator. Os contratos estão refletidos na contabilidade da companhia para o período correspondente", afirma o comentário da Sibur.

A empresa salienta que, após a aplicação das sanções norte-americanas em 2014 contra um de seus acionistas, nos EUA, realizaram todas as inspeções necessárias, que não revelaram nenhuma restrição na hora de trabalhar com a Sibur.

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Além disso, Wilbur Ross declarou que sua empresa colaborava com Sibur de forma totalmente legítima, e que algumas mídias exageraram a situação no âmbito da investigação.

"O fato de que Sibur é uma empresa russa não significa que tenha algo de ilegal", afirmou o político, acrescentando que a gigante petroquímica russa nunca esteve sob sanções.

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