Rebeldes houthis ameaçam atacar aeroportos e portos sauditas e dos EAU, segundo relatos

© AP Photo / Hani MohammedRebeldes xiitas, conhecidas como houthis, protestam contra ataques aéreos sauditas
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A ameaça veio alguns dias depois de um míssil lançado pelos rebeldes houthis iemenitas ter atingido a Arábia Saudita.

O movimento xiita dos houthis iemenitas, de acordo com relatos, ameaçou atacar os portos e aeroportos sauditas e dos EAU.

"Todos os aeroportos, portos, postos fronteiriços e áreas com alguma importância para a Arábia Saudita e os EAU serão um alvo direto das nossas armas, o que é um direito legítimo", de acordo com a agência AFP citando a declaração divulgada pelo serviço dos rebeldes houthis.

A declaração dos houthis veio logo dois dias depois de a Arábia Saudita ter derrubado um míssil lançado pelos rebeldes iemenitas, prevenindo a ocorrência de vítimas. Comentando o ataque, a coalizão liderada pelos sauditas, que tem operado no Iêmen desde 2015, declarou que considera o lançamento do míssil um ato de guerra contra o reino e se reserva o direito de responder ao Irã, que classifica como culpado pelo ataque, o que foi categoricamente desmentido por Teerã.

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Antes, o príncipe herdeiro, Mohammad bin Salman, também acusou Teerã de alegados fornecimentos de armas aos houthis. A declaração refletiu o anúncio feito pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que acusou o Irã do mesmo lançamento de míssil pelos rebeldes iemenitas.

Depois do ataque, a coalizão liderada pela Arábia Saudita decidiu alegadamente fechar todos os portos em território iemenita, aéreos e marítimos, explicando a medida pela tentativa de limitar os erros nos procedimentos de inspeção existentes que resultaram no fornecimento de mísseis balísticos e outro equipamento militar aos houthis.

O Iêmen tem estado envolvido em um conflito entre o governo e os rebeldes houthis apoiados por unidades do exército leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh desde 2015, com uma coalizão apoiada pela Arábia Saudita lançando uma operação aérea no país a pedido do presidente Abd Rabbuh Mansur Al-Hadi.

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