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Analista: enquanto forças estrangeiras estão no Afeganistão, não há esperança de paz

© AP Photo / Rahmat GulAgentes das Forças de Segurança do Afeganistão e os soldados norte-americanos
Agentes das Forças de Segurança do Afeganistão e os soldados norte-americanos - Sputnik Brasil
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O número de vítimas da guerra no Afeganistão em 2016 atingiu 11.418 (3.498 mortos e 7.920 feridos). A maioria das vítimas foi causada pelos ataques terroristas e confrontos militares, enquanto a outra parte é o resultado das operações realizadas pela coalizão liderada pelos EUA, conforme a missão das Nações Unidas (UNAMA).

Os ataques aéreos da coalizão têm causado por muitos anos protestos por parte dos líderes afegãos. Por exemplo, o ex-presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, criticava muito as autoridades norte-americanas pelos ataques que levaram vidas de civis e militares afegãos.

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Para Vahid Mojda, analista político e ex-funcionário da chancelaria afegã, hoje em dia o governo não presta atenção à quantidade das vítimas, por que é um fantoche nas mãos dos EUA.

"Temos um governo que faz tudo que os EUA disserem. O governo não se importa quem e onde morre", afirmou o entrevistado à Sputnik Dari.

Vahid Mojda acrescenta que cada morto em ataques da coalizão é anunciado como militante do Talibã (grupo terrorista, proibido na Rússia), enquanto muito frequentemente os ataques nem se realizam nos locais onde estão os terroristas. Foram registrados casos em que as pessoas levavam seus familiares mortos aos centros administrativos para mostrar que eles são civis, na maioria dos casos eram crianças e mulheres.

"Não é uma guerra contra o terrorismo, ela tem muitos aspetos. EUA desencadearam uma guerra no Afeganistão se guiando por seus próprios interesses e vantagens. De jeito nenhum se pode dizer que há qualquer sinceridade nesta guerra", sublinhou Vahid Mojda.

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Outro entrevistado da Sputnik, Aziz Rafiie, chefe da Associação da Sociedade Civil do Afeganistão, destacou que o número crescente de vítimas entre civis é um grande problema da guerra afegã que causa ódio do povo às partes em conflito. Para Rafiie, os EUA não têm uma definição precisa quem é amigo e quem é inimigo neste conflito.

"A definição de 'amigo' e 'inimigo' causa muitas acusações. O governo do Afeganistão não descreveu de forma correta o ‘inimigo' na sua estratégia, bem como os EUA também não definiram a diferença. Os EUA por vezes chamam ao Talibã de seus amigos e por vezes de inimigos, apesar de terem mesmo declarado que este movimento não representa uma ameaça para os EUA", explica Aziz Rafiie.

As partes do conflito, continuou, têm que evitar vítimas entre a população civil segundo todas as leis e acordos internacionais. Ao contrário, os civis são usados como escudo. Nisso se pode ver a estratégia insuficiente dos EUA e do governo local.

"As estratégias atuais não podem ser realizadas nas condições presentes do Afeganistão. Se os estrangeiros querem verdadeiramente terminar esta guerra, eles devem reforçar as Forças Armadas afegãs. Se as Forças Armadas do Afeganistão não participarem da tomada de decisões nas operações militares, não haverá esperança de estabelecer a paz no país. A nova estratégia dos EUA sem uma estratégia abrangente de desenvolvimento do Afeganistão não levará à paz", concluiu.

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No entanto, Vahid Mojda tem outro ponto de vista. Para ele, a condição principal no caminho à paz é a retirada das tropas estrangeiras do país.

"O povo do Afeganistão tem que exigir a retirada das tropas estrangeiras do país, e, em vez de acreditar nos EUA, acreditar em si mesmo. A população do Afeganistão está envolvida em confrontos étnicos e vários outros, e os culpados disso são os estrangeiros. Enquanto os estrangeiros estão presentes neste país, não temos esperança de se estabelecer a paz", resumiu o analista.

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