Analista militar: OTAN é bloco antiquado com propósitos puramente comerciais

© REUTERS / Christian HartmannA bandeira da OTAN vista através de cerca farpada em frente à nova sede da OTAN em Bruxelas, maio de 2017
A bandeira da OTAN vista através de cerca farpada em frente à nova sede da OTAN em Bruxelas, maio de 2017 - Sputnik Brasil
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Além das contradições internas, a OTAN é incapaz de prover uma única abordagem em sua política, opina o analista de defesa e editor-chefe do portal de notícias Defesa On-line, Andrea Cucco, em entrevista à Sputnik Itália.

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Andrea Cucco sublinhou que a OTAN está enfrentando uma crise gravíssima devido à sua incapacidade de prover uma única abordagem em sua política externa. De acordo com o especialista, o principal propulsor desse problema trata-se das diferentes filosofias de seus países-membros.

"O bloco foi criado cerca de 70 anos atrás, em 1949, para propósitos defensivos. Contudo, agora está seguindo fins puramente comerciais. Quando um país se junta à Aliança, os Estados-membros precisam se adaptar aos seus padrões e pagar contribuições. Os países também possuem um limite em suas ações de negócio, enquanto enfrentam uma crise gravíssima de identidade e de valores", disse o analista de defesa na entrevista à Sputnik Itália.

Para ele, a Aliança justifica suas manobras militares extensas e decisões antirrussas pela alegada ameaça de Moscou aos vizinhos. O especialista também avaliou os exercícios Silver Arrow 2017, que há pouco foram realizados na Letônia e que envolveu 3.500 soldados de 11 países-membros.

Ao dizer que não vê "nada de inabitual" nos exercícios militares, Andrea Cucco notou que o motivo para as manobras, assim chamada ameaça da invasão russa ou provocações militares, não foi investigado minuciosamente.

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"Exercícios não estão sendo usados para propósitos militares. Métodos de guerra modernos incluem sanções, o que é muito mais perigoso e astuto, e distorção de informação", explica ele.

Para provar isso, ele mencionou a recente conferência da OTAN e seminário sobre guerra, que foi realizado no Colégio da Defesa da OTAN em Roma em meados de outubro, onde os países-membros classificaram a Rússia e a China como "maiores fornecedores de notícias falsas" para fins políticos e militares.

Na Itália há um provérbio que diz que "boi é um burro com chifres", ou seja, muitos países ocidentais manipularam por muito tempo a informação para o seu próprio bem, e agora é absolutamente hipócrita realizar conferência sobre notícias falsas com tal conclusão.

Estes países tinham que mostrar mais dignidade e ficar calados, opina Andrea, adicionando que a Rússia é "o último país a atacar o Ocidente".

De acordo com Cucco, a Aliança deve trazer de volta certos valores para ser capaz de se abster da expansão da informação hipócrita. O mundo mudou tanto nos últimos 70 anos e é ridículo manter tal Aliança esperando que ela continue desempenhando o seu papel habitual em circunstâncias completamente diferentes, concluiu ele.

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