Níger não vê a hora de receber drones armados norte-americanos

© Foto / Exército dos EUADrone MQ-1C Warrior UAV das Forças Aéreas dos EUA
Drone MQ-1C Warrior UAV das Forças Aéreas dos EUA - Sputnik Brasil
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O pedido chegou em meio às controvérsias crescentes sobre a presença militar dos EUA no Níger que há pouco foi ofuscado pela morte de quatro membros das forças especiais norte-americanas na emboscada organizada pelos extremistas.

"Pedi-lhes [aos EUA] há umas semanas para armá-los [os drones] e usá-los se necessário", disse na entrevista à agência Reuters, o ministro da Defesa Kalla Mountari.

Perguntado se os EUA tinham aceitado o pedido, o ministro disse: "Os nossos inimigos descobrirão".

O comentário aumentou as apostas na operação controversa norte-americana contra os rebeldes lançada em 2013, ainda no governo de Barack Obama.

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O que começou como uma pequena campanha de treinamento se desenvolveu numa grande tropa de 800 membros que ajuda o exército nigerino em recolhimento de informações e outras missões. Também os EUA estão construindo uma base em Agadez de 100 milhões de dólares (cerca de 300 milhões de reais), do qual o Pentágono poderia lançar operações de reconhecimento e atacar os militantes na Líbia, Mali e Nigéria.

Falando com a Reuters, um oficial norte-americano anônimo cortejou os comentários de Mountari, sugerindo que "os drones armados seriam úteis na proteção das tropas norte-americanas e militares que são possíveis alvos". Contudo, o oficial disse que não sabia que algum acordo tinha sido concluído.

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A campanha militar norte-americana no Níger recentemente foi muito criticada depois da emboscada mortal no Níger em 4 de outubro, em que os islamistas mataram quatro soldados norte-americanos que foram na patrulha conjunta com as tropas locais. Estas foram as primeiras vítimas da operação anti-terrorista dos EUA no país africano.

De acordo com Mountari, o Níger considera as tropas norte-americanas no país, parceiros próximos.

"Estamos trabalhando muito estreitamente. A óbvia prova disso, é que os norte-americanos e os nigerinos morreram em campo de batalha em prol da paz e segurança do nosso país", disse ele.

De acordo com a Reuters, a expansão da presença militar dos EUA no Níger podia se tornar impopular tanto nos EUA, como no país africano. As operações com drones são também controversas por causa de terríveis mortes civis causadas por ataques de drones.

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