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'Vamos todos morrer': EUA avaliam baixas em uma possível guerra com Coreia do Norte

© Sputnik / Ilia PitalevMilitares norte-coreanas durante a parada militar em homenagem ao 60º aniversário do fim da Guerra da Coreia, 2013
Militares norte-coreanas durante a parada militar em homenagem ao 60º aniversário do fim da Guerra da Coreia, 2013 - Sputnik Brasil
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No Ocidente se iniciou a concorrência pelo título de objetivo principal de um míssil norte-coreano. Nos EUA estão adivinhando que cidade será atacada primeiro, enquanto os países da OTAN se sentem injustamente esquecidos.

"As palavras já não lhes bastam e ele estão lançando mão de cenários", destaca o analista do serviço russo da Rádio Sputnik Mikhail Sheinkman.

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Ele aponta aos pressupostos que soam entre os norte-americanos: 300.000 vítimas logo nos primeiros dias de conflito, 10.000 projetis por minuto são lançados pela artilharia de Pyongyang, se segue o envolvimento dos EUA no conflito, o que provocaria a mobilização dos seus efetivos na Coreia do Sul, foguetes-portadores norte-coreanos levam ogivas nucleares para sobre o território norte-americano, uma explosão provoca um pulso eletromagnético, o que pode resultar na morte da maioria da população…

Para o autor, essas suposições apenas impulsionam Pyongyang a agir e até lhe propõem várias opções de como atacar os EUA de modo mais eficaz possível.

"É só que esperar um pouco e eles vão explicar exatamente como as ogivas nucleares podem ser levadas para a proximidade dos EUA. Pyongyang, como afirmam nos EUA, já conseguiu resolver isso. Mas, se Washington apresentar outro jeito, por que não o usar?", ironiza Sheinkman.

Parece que foi desenrolada uma luta bem séria pelo título de primeiro objetivo da ameaça norte-coreana, continuou. O portal Business Insider acredita que bastaria um só ataque contra uma das cidades norte-americanas. O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, por sua vez, se sente esquecido e, como se desse a dica, alude que um míssil norte-coreano pode atingir qualquer membro da Aliança.

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"Os países da Aliança parecem não manifestar grande desejo de provocar Kim Jong-un […] Mas Stoltenberg atua como se estivesse se pondo a jeito. Tudo isso porque eles acreditam mais na capacidade de Pyongyang atacar do que na dos EUA se defenderem. O chefe do Pentágono pode falar quanto quiser sobre uma resposta maciça, mas no Congresso se ouve: 'Vamos todos morrer'", resumiu o analista russo.

A tensão entre Pyongyang e Washington aumentou depois das manobras conjuntas da Coreia do Sul e EUA para treinar um ataque contra Coreia do Norte em caso de guerra. A Coreia do Norte se sentiu ameaçada e passou a aumentar seu potencial de mísseis e nuclear.

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