Ex-chefe de campanha de Trump é colocado em prisão domiciliar

© AP Photo / Carolyn KasterO diretor da Campanha da Trump, Paul Manafort, percorre o salão antes da sessão de abertura da Convenção Nacional Republicana em Cleveland, julho de 2016.
O diretor da Campanha da Trump, Paul Manafort, percorre o salão antes da sessão de abertura da Convenção Nacional Republicana em Cleveland, julho de 2016. - Sputnik Brasil
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Paul Manafort, ex-chefe de campanha de Donald Trump, e seu vice na época, Rick Gates, indiciados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos nesta segunda-feira, deverão cumprir prisão domiciliar por uma série de acusações, com fianças no valor de 10 milhões e 5 milhões de dólares, respectivamente.

Entre as acusações contra os dois estão a de lavagem de dinheiro, ocultação, conspiração contra os Estados Unidos e ausência de registro de agentes estrangeiros do governo ucraniano quando atuaram como lobistas do ex-presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, de 2004 a 2014.

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Tanto Manafort como Gates se declararam inocentes de todas as acusações durante a audiência de hoje, em Washington, D.C. Mas ambos concordaram em entregar seus passaportes e cumprir prisão domiciliar informando diariamente suas atividades às autoridades em troca de uma libertação da custódia. A próxima audiência, com a juíza Deborah Robinson, foi marcada para o dia 2 de novembro.

Os dois são alguns dos envolvidos nas investigações sobre o suposto conluio de assessores da campanha eleitoral de Donald Trump com a Rússia, que, segundo algumas autoridades e políticos norte-americanos, teria levado o republicano à Casa Branca. No entanto, nenhuma das acusações pelas quais os dois homens foram indiciados nesta segunda-feira tem conexão direta com a campanha presidencial ou com a Casa Branca.

"Acho que todos vocês viram hoje que o presidente Donald Trump estava certo", afirmou o advogado de Manafort, Kevin Downing, em declarações à imprensa. "Não há evidência de que o senhor Manafort ou a campanha de Trump conspiraram com o governo russo", destacou, acrescentando que seu cliente, na verdade, representou campanhas ucranianas pró-europeias e tentou aproximar a Ucrânia do Ocidente, atividades que terminaram em 2014, dois anos antes de seu trabalho na corrida eleitoral com Trump.

"Também não há CONLUIO!"

Também nesta segunda-feira, o Departamento de Justiça anunciou que George Papadopoulous, conselheiro de política exterior da campanha de Trump, se declarou culpado por mentir para o FBI sobre seu contato ou tentativa de contato com "agentes" russos durante a campanha presidencial.

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