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Vice de Rajoy assume a Catalunha e líder deposto pede 'resistência democrática'

© flickr.com / La Moncloa Gobierno de EspañaSoraya Sáenz de Santamaría, la vicepresidenta del Gobierno, ministra de la Presidencia y portavoz del Gobierno
Soraya Sáenz de Santamaría, la vicepresidenta del Gobierno, ministra de la Presidencia y portavoz del Gobierno - Sputnik Brasil
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A vice-primeira-ministra da Espanha, Soraya Sáenz de Santamaría, foi indicada para assumir a Catalunha neste sábado, logo depois de Madri ter destituído os principais dirigentes do Executivo catalão em represália ao projeto de independência da região.

Uma nota interna da polícia regional também pediu aos seus membros que permaneçam neutros em face do conflito, levado pelo anúncio da independência das autoridades regionais na última sexta-feira, o que agrava a pior crise política em Espanha nas últimas quatro décadas.

A medida busca evitar conflitos quando o governo central procura impor seu controle na Catalunha. O presidente espanhol, Mariano Rajoy, destituiu o Executivo catalão, dissolveu o Parlamento regional e convocou as eleições para 21 de dezembro.

Em tese, a liderança do governo catalão seria assumida pelo próprio Rajoy, mas os poderes dos dois principais dirigentes catalães foram delegados na prática para Sáenz de Santamaría, a Ministro das Administrações Territoriais, divulgou neste sábado o boletim oficial espanhol.

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Especialista: Catalunha nunca obterá uma verdadeira independência

A declaração de independência da Catalunha, embora impressionante, foi estéril para as medidas de Rajoy e também foi rejeitada pelos países europeus, os latino-americanos e os Estados Unidos.

No entanto, a tensão é alta na região e os próximos dias podem ser complicados para Madri, que tentará controlar as coisas sem o uso da força.

A votação no Parlamento regional para declarar a independência da Catalunha, boicotada por três partidos da oposição, culmina uma batalha entre o movimento da independência, liderada pelo deposto presidente Carles Puigdemont, e o Executivo espanhol.

Os separatistas dizem que o referendo pela independência de 1° de outubro, que foi declarado ilegal por Madri, deu-lhes legitimidade. O plebiscito apoiou a opção secesionista, mas com uma participação de 43% da população.

As pesquisas de opinião geralmente mostram que mais de metade dos 5,3 milhões de eleitores na rica região nordeste não querem se separar da Espanha.

Neutralidade

A tomada das rédeas da Catalunha pelo governo central testará a polícia autônoma catalã, em um contexto de dúvidas sobre a possível desobediência de funcionários públicos na Catalunha sob as ordens de Madri.

"Deve-se lembrar que em todas e cada uma de nossas intervenções atuamos em nome da instituição a que pertencemos e não de forma individual e que, consequentemente, o princípio da neutralidade opera em todos os momentos", diz o documento.

O principal grupo secessionista, a Assembleia Nacional da Catalunha, convocou na sexta-feira para que os funcionários públicos não sigam as ordens do governo espanhol, mas insistiram que a resistência deve ser pacífica.

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Espanha destitui governo da Catalunha e marca eleições

Um sindicato pró-independência chamou de greve de segunda a 9 de novembro. O governo disse que os serviços mínimos serão garantidos.

Em Madri, uma marcha foi convocada pela unidade da Espanha, em um sinal do aborrecimento que a causa da independência causou no resto do país.

Puigdemont pede "resistência democrática"

O agora ex-presidente catalão Carles Puigdemont afirmou neste sábado que recusou reconhecer a sua demissão do governo da Catalunha por Madri e pediu por uma "resistência democrática" dirigida ao governo de Madri.

"Na sociedade democrática, os Parlamentos elegeram ou descartam os chefes dos governos. Estamos planejando continuar nossas atividades para implementar os mandatos democráticos e, ao mesmo tempo, esforçar-se por máxima estabilidade e paz, levando em conta todas as dificuldades de tal palco. Quero pedir paciência e insistência", disse Puigdemont em comunicado.

Puigdemont convidou os catalães a proteger a declaração de independência "por meios pacíficos, com resistência democrática à implementação do artigo 155". O político acrescentou que a Catalunha continuaria seus esforços na criação de um país livre, no entanto, não gostaria de ser a razão do uso da força.

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