Analistas militares enumeram 5 regiões onde se pode despoletar Terceira Guerra Mundial

© Foto / PixabayImagem artística da terceira guerra mundial
Imagem artística da terceira guerra mundial - Sputnik Brasil
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O senador norte-americano Bob Corker avisou que Donald Trump pode fazer os EUA "seguirem pelo caminho da Terceira Guerra Mundial" e que existe a probabilidade de ele não estar muito enganado, expressa o RT.

Os analistas militares da Afronbladet estão convencidos que, se em 2018 se iniciar a Terceira Guerra Mundial, existem pelo menos 5 regiões onde ela se pode desencadear, informa o RT.

Coreia do Norte

Um militar das Forças Armadas da China - Sputnik Brasil
Opinião: Coreia do Norte pode provocar algo impensável – a guerra entre EUA e China
A Coreia do Norte está testando armas nucleares e desenvolvendo novos tipos de mísseis. O líder norte-coreano Kim Jong-un está trocando ameaças com o presidente norte-americano Donald Trump, que prometeu conter a Coreia do Norte com "fogo e fúria". Os aliados dos EUA são o Japão e a Coreia do Sul que também sentem a ameaça de Pyongyang, enquanto Kim Jong-un recebe apoio da China.

"A zona mais problemática em perspectiva de curto prazo é a península da Coreia. Ao mesmo tempo, a probabilidade de a China defender a Coreia do Norte é muito pequena. Isso vai ter lugar só se surgir uma ameaça aos interesses da China, se os EUA deslocarem as tropas para as fronteiras chinesas", afirma Niklas Swanstrom, o chefe do Instituto de Política de Segurança e Desenvolvimento.

Mar do Sul da China

Destróier norte-americano USS Chafee - Sputnik Brasil
Destróier dos EUA desafia 'reclamações excessivas' de Pequim no mar do Sul da China
De acordo com outro analista citado pela Afronbladet, Isak Svensson, esta região é um dos maiores centros de tensão.

"A probabilidade de alguma coisa acontecer é pequena, mas se acontecer, as consequências vão ser catastróficas. Aí há armas nucleares e alianças entre vários países", afirmou Svensson.

A tensão cresce em torno de uma centena de ilhas pequenas e escolhos perto da China, Vietnã, Filipinas e Malásia disputados entre estes países. Além disso, cresce a tensão nas relações entre os EUA e a China devido ao desafio à hegemonia norte-americana por parte da China.

Índia-Paquistão

Caxemira. Manifestantes paquistaneses entrarem em conflito com a guarda de fronteira da Índia em meados do mês de julho, em Srinagar - Sputnik Brasil
Escalada de conflito entre Índia e Paquistão ameaça o mundo com catástrofe nuclear
Já houve várias guerras entre a Índia e o Paquistão pela disputada província de Kashmir.

"As relações entre a índia e o Paquistão estão sempre tensas. É pouco provável que agora haja uma escalada grave, mas também não há nenhum fator que aponte para a possibilidade de uma aproximação no futuro", afirma Svensson.

Segundo indica a edição, ambos os países são potências nucleares que possuem mais de 100 ogivas nucleares casa uma.

Índia-China

Míssil balístico de longo alcance Agni-V durante desfile militar em Nova Deli, Índia - Sputnik Brasil
Quem tem algo a ganhar com uma guerra entre China e Índia na Ásia?
De acordo com a edição, a fronteira entre a Índia e a China sempre foi objeto de disputas. Segundo os analistas, existe o risco de um conflito, apesar do fato de a situação na fronteira entre os dois países se ter normalizado.

"A única situação que pode levar a uma guerra de grande escala é se a Índia reconhecer a independência do Tibete e começar apoiando o movimento armado do Tibete que está lutando contra a China", sublinhou Niklas Swanstrom, acrescentando que acha que esse é um cenário pouco provável.

Países do Báltico

Segundo acha Niklas Granholm, analista militar do Instituto de Defesa Total, um dos maiores riscos de conflito são as ambições crescentes da Rússia contra a Europa. De acordo com Svensson, as minorias étnicas russas que vivem na região podem se tornar o motivo para conflito.

© AP Photo / JANEK SKARZYNSKI / AFPTropas da OTAN realizam desembarque massivo de anfíbio na costa de Utska, na Polônia do Norte, durante os exercícios militares marítimos da OTAN BALTOPS (operações bálticas), em 17 de novembro de 2015, no mar Báltico.
Tropas da OTAN realizam desembarque massivo de anfíbio na costa de Utska, na Polônia do Norte, durante os exercícios militares marítimos da OTAN BALTOPS (operações bálticas), em 17 de novembro de 2015, no mar Báltico. - Sputnik Brasil
Tropas da OTAN realizam desembarque massivo de anfíbio na costa de Utska, na Polônia do Norte, durante os exercícios militares marítimos da OTAN BALTOPS (operações bálticas), em 17 de novembro de 2015, no mar Báltico.

Os analistas afirmam que a Rússia mostrou que vai defender as suas minorias étnicas como foi no caso da Ucrânia, por isso existe o risco da intervenção russa nos Países Bálticos no caso de haver uma crise interna em um dos países.

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